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O vírus pergunta: como queremos viver?

O vírus pergunta: como queremos viver?

Publicado em | 05 Abr 2020

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RIO DE JANEIRO - Praias vazias na cidade do Rio de Janeiro nesta terça-feira (31) Raphael Urjais/PhotoPress/Estadão Conteúdo Humildade, para entender o que é ser humano? Por baixo da unha que a manicure não pode mais fazer, da poeira da casa que a diarista não pode mais limpar, da falta de liberdade para ir ali e voltar.... Estão algumas verdades sobre nós. Em cada um. Somos vaidosos, individualistas, mal-acostumados, inconscientes sobre o outro, imediatistas. Quase todos, nas nossas bolhas e em alguma medida. A oportunidade bate. Para a mudança. Pena que ao custo de tantas vidas e angústias sem prazo de validade. A sobra de tempo se impõe e escancara nossos maiores abismos. É desigual demais. Dependemos, sentimos falta um do outro, mas a rotina incessante pela performance e autoafirmação era uma boa maquiagem. Vivemos a interrupção forçada de uma corrida de sonhos que nem sabíamos serem mesmo os nossos. Agora podemos pensar. Mas dá trabalho, requer coragem. O coronavírus faz um chamamento. Para discutirmos nossas escolhas, a sociedade que queremos viver, o que realmente importa e a consequência das nossas ações. Cada vida importa. Igualmente. Convidamos Marcio Astrini, ambientalista e secretário-executivo do Observatório do Clima, a dividir seus aprendizados até aqui. Como a maioria de nós, sob a imposição do isolamento, se pergunta: O que deu errado? E conclui, precisamos mudar: “Se formos corajosos o suficiente para encararmos a verdade, veremos que nosso estilo de vida, cada vez mais individualista e voltado à satisfação imediata de desejos, já era uma doença coletiva mesmo antes da chegada da Covid-19. Nosso comportamento inaceitável se estende desde a indiferença com que lidamos com a fome e condições de vida sub-humanas de centenas de milhares de semelhantes, até a forma com que tratamos o planeta que habitamos“. Bingo! É isso o que tenho sentido e pensado a cada saída do estúdio nesta cobertura. A falta de humildade alimenta a ignorância e o descaso com o próximo. Afronta o conhecimento científico, a fé em nós mesmos e no futuro. “Trabalho com meio ambiente há mais de uma década. Algumas vezes, quem atua neste setor tem a sensação de estar pregando no deserto. Números, estudos, ciência e pesquisas são, não raro, classificadas como exagero ou histerismo por alguns tomadores de decisão, mesmo quando acompanhados de evidências claras. É impossível não ter uma sensação de “deja vu” ao ver o tratamento que certas autoridades deram à pandemia”. Mas, há esperança. Como há! Ao escrever para o nosso blog, o próprio Marcio lembrou de pequenas atitudes que mostram como é possível corrigir o rumo. Outro dia, me disse, o Google anunciou que parou de dar qualquer tipo de apoio a quem, de alguma maneira, negue as mudanças climáticas. E ainda tivemos o prefeito de Milão, que se desculpou por ter ignorado os alertas sobre o coronavírus, o que levou aquela região da Itália a uma explosão no número de óbitos. Reconhecer, aprender, ter coragem para mudar é grandioso. Contagiante. Mais que esse vírus, tenho certeza. Marcio concorda. “Quem lê ou quem escreve estas linhas, todos estamos expostos. O mínimo que podemos fazer diante desta tragédia é mostrar que aprendemos minimamente a lição. A natureza nos colocou de castigo para pensar. É bom aproveitarmos a oportunidade”. Vamos!?


Fonte: G1 > Rio de Janeiro
https://g1.globo.com/olha-que-legal/blog/pela-lente-da-gente/post/2020/04/05/o-virus-pergunta-como-queremos-viver.ghtml


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