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Mãe de jovem morto durante distribuição de alimentos no Centro do Rio critica ação da PM: 'Todo mundo é bandido pra eles'

Rodrigo Cerqueira, de 19 anos, foi baleado no Morro da Providência. Observatório de Segurança registrou aumento de 28% nas operações policiais no mês de abril com relação ao mesmo período do ano passado. Família acusa polícia militar de matar estudante no morro da Providência. Mais uma família do Rio vai enterrar o corpo de um jovem morto a tiros esta semana no Rio. Rodrigo Cerqueira, de 19 anos, foi baleado durante uma operação da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) do Morro da Providência, no Centro. Em entrevista ao RJ2, a mãe de Rodrigo afirmou que a polícia acha que todos os moradores são suspeitos. “Eu escutei só tiros. Eu falei para a menina ‘cadê meu filho, você viu?’ E ela respondeu ‘não, eu não vi’. Depois eu só escutei os gritos ‘Verônica, Verônica, teu filho’. Era meu filho. Eles entram no morro e acham que todo negro tem envolvimento com alguma coisa. Eles forjam os negros. No morro, todo mundo é bandido pra eles”, disse, emocionada, Verônica Maria, mãe de Rodrigo. Rodrigo foi atingido enquanto participava de uma doação de cestas básicas para famílias pobres da região que passam dificuldades durante a pandemia do novo coronavírus. É a segunda vez nesta semana que uma ação solidária é interrompida por operações policiais. Nesta quarta-feira (20), o tiroteio atrapalhou a distribuição na Cidade de Deus, na Zona Oeste. O Observatório de Segurança constatou um aumento de 28% nas operações policiais no mês de abril de 2020 com relação ao mesmo período do ano passado. Na noite desta segunda-feira (18), o adolescente João Pedro foi baleado e morto no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo, na Região Metropolitana. O que se sabe sobre a morte a tiros de João Pedro no Salgueiro, RJ Morte de João Pedro pode provocar mudanças no protocolo de atuação de policiais nas favelas do RJ, diz deputada Bala que matou João Pedro entrou na barriga e ficou alojada; perícia pode apontar autor do tiro Três policiais que participaram da operação que terminou com morte do menino João Pedro são afastados do serviço operacional “Em abril, a polícia foi 57,9% mais letal que nas operações do ano passado”, informou a coordenadora do Observatório de Segurança Silva Ramos. O jovem nasceu e cresceu no Morro da Providência. A mãe contou que ele era querido por todos. “Rodrigo era um garoto muito legal, muito calmo. Um garoto que estava sempre na primeira fila, que participava de todas as atividades. É um relato de todos os professores da escola”, afirmou o professor de sociologia Pedro Guilherme Freire. A Polícia Militar afirmou que atirou porque estava em confronto com traficantes, mas os moradores negaram a troca de tiros. “Eu estava subindo a ladeira da escola e pararam policiais com toucas ninja e fuzis já apontados. A gente ouve um disparo. Tinha cerca de 80 pessoas na ladeira da escola. A gente ia distribuir 50 cestas, mas não tínhamos o necessário”, afirmou o professor. A coordenadora do Observatório de Segurança afirmou que as operações são violentas. “Grupos comunitários estão fazendo trabalhos direto com as populações de distribuição de alimentos, produtos de higiene e de convencimento para população ficar em casa. É nesse contexto que temos operações extremamente frequentes, extremamente violentas e com resultados traumáticos”, contou Silvia Ramos. A PM disse que um suspeito foi atingido e não resistiu. Segundo a corporação, com ele foram apreendidas uma pistola, munição e drogas.


Fonte: G1 > Rio de Janeiro
https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2020/05/22/mae-de-jovem-morto-durante-distribuicao-de-alimentos-no-centro-do-rio-critica-acao-da-pm-todo-mundo-e-bandido-pra-eles.ghtml


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