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Efeito econômico da pandemia atinge donos de pequenos negócios em comunidades

Nove em dez moradores de favelas tiveram redução da renda e cinco em cada dez viram o rendimento cair para menos da metade, segundo pesquisa. Pandemia atinge de forma intensa donos de pequenos negócios de comunidades pobres Os efeitos econômicos da pandemia têm atingido de uma forma particularmente intensa os donos de pequenos negócios de comunidades pobres. São empreendedores que não tem acesso às linhas de crédito prometidas pelo governo federal. O vírus não faz diferença entre ricos e pobres. Mas em uma pandemia, morrem primeiro os negócios mais vulneráveis. Dois em cada três moradores das favelas do país têm medo de contrair a Covid-19. Só que na comunidade de Heliópolis, na Zona Sul de São Paulo, depois de dez dias fechado, o lojista Wellington Bezerra Silva diz que já não pode esperar em casa pela análise do pedido de auxílio do governo: “Vim pegar mercadoria, atendi um cliente marcado. Veio de máscara, tudo certinho. E agora fazer as entregas”. 13,6 milhões de brasileiros vivem em favelas e uma pesquisa em 231 comunidades do país mostra que o impacto econômico da pandemia lá chegou depressa. Mais da metade dos moradores é informal; 46% vivem da renda de um negócio próprio; e 15% abriram um novo negócio nos últimos 12 meses. A maioria por necessidade. As contas do bar e da família do Renato já se acumulam.“Minha renda, que era a principal da casa para pagar as contas, a gente de certa forma tem algumas contas que está pendente, outras a gente conseguiu negociar e outras a gente postergou para poder pagar no futuro, porque agora não tem como”, conta Renato Pacheco, dono de bar. Nove em dez moradores de favelas tiveram redução da renda e cinco em cada dez viram o rendimento cair para menos da metade. É uma parcela da população para quem o pacote de ajuda do governo não resolve. O auxílio de R$ 600 mensais é pouco para sustentar a família, os filhos. E as linhas de crédito do BNDES estão inacessíveis. Sete em cada dez negócios da periferia não tem CNPJ e uma parte dos empreendedores nem conta no banco tem. O auxílio do governo para pequenos negócios não está chegando. A pesquisa diz que a maior parte dos empreendedores da favela não tem ideia de como conseguir alguma ajuda financeira. E uma boa parte deles procurou e não conseguiu. “A única forma das pessoas conseguirem superar o drama da escolha econômica versus a escolha de manutenção da sua saúde e de seus familiares é através de uma distribuição de renda completamente desburocratizada”, afirma Renato Meirelles, presidente do Instituto Locomotiva. Do capital de giro para a loja com taxas baixas e carência para pagar, o Ricardo só ouviu falar. “Governo não ajuda em nada aqui. Se não fosse o pessoal da Cufa, pessoal que ajuda a comunidade, nós tava sem nada, nós tamo largado aqui. Para o governo, tanto faz como tanto fez para quem mora na favela, entendeu?”, relata Ricardo Pardinho, vendedor de roupa. "É necessário entender que retomada da economia passa, necessariamente, pela garantia que os recursos cheguem nas micro e pequenas empresas do Brasil, que são aqueles negócios que fazem a economia da periferia girar e que, no final das contas, garante a maior parte dos empregos do nosso país", completa Renato.


Fonte: G1 > Rio de Janeiro
https://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2020/05/21/efeito-economico-da-pandemia-atinge-donos-de-pequenos-negocios-em-comunidades.ghtml


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