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Empresário diz que entregou provas ao MPF de vazamento da PF para Flávio Bolsonaro

No depoimento, o empresário Paulo Marinho apresentou provas do que sabe sobre o vazamento da operação Furna da Onça. Empresário diz que entregou provas ao MPF de vazamento da PF para Flávio Bolsonaro O empresário Paulo Marinho, suplente do senador Flávio Bolsonaro, prestou o segundo depoimento nesta quinta-feira (21) no Rio. Desta vez, na Procuradoria da República, que investiga o vazamento antecipado de informações sobre a realização da operação Furna da Onça. Paulo Marinho chegou ao Ministério Público Federal no começo da tarde desta quinta. Ele falou do vazamento ao grupo que controla a atividade da Polícia Federal no MPF. O depoimento durou três horas. Paulo Marinho se queixou ao Ministério Público Federal de que está sofrendo uma devassa nas contas bancárias, mas não soube dizer quem seria o autor. No depoimento, o empresário confirmou os nomes dos envolvidos e apresentou provas do que sabe sobre o vazamento da operação Furna da Onça. “Eu trouxe provas, deixei as provas nas mãos do procurador e ele me recomendou, me pediu, me solicitou que eu, igualmente ao depoimento de ontem, que eu não declarasse ou divulgasse o teor do meu depoimento aqui”, disse Paulo Marinho. O procurador Eduardo Benones é o responsável pela investigação no Ministério Público Federal e acompanha também o inquérito aberto pela Polícia Federal. Na quarta (20), Paulo Marinho já tinha falado quase por seis horas à PF. “A gente continua as investigações, a gente vai aprofundar porque com o depoimento de ontem e o depoimento de hoje, no mínimo a gente tem razão para crer que os fatos merecem ser investigados”, afirmou o procurador. Paulo Marinho contou, em entrevista publicada pelo jornal Folha de S. Paulo, ter ouvido do próprio Flávio Bolsonaro que um delegado da PF vazou a Operação Furna da Onça uma semana depois do primeiro turno da eleição de 2018. Flávio não era investigado. Mas foi na Furna da Onça que apareceu o relatório do Coaf, Conselho de Controle de Atividades Financeiras, sobre movimentações suspeitas de assessores da Assembleia Legislativa, inclusive do PM aposentado Fabrício Queiroz, assessor de Flávio Bolsonaro na época. O documento depois foi usado pelo Ministério Público do Estado para investigar a rachadinha, esquema em que assessores devolvem parte dos salários aos parlamentares. Marinho diz ainda na entrevista que Flávio contou sobre o vazamento ao pai e que Jair Bolsonaro, então deputado federal, pediu que demitisse Queiroz e a filha dele, que era contratada da Câmara dos Deputados, e assim foi feito. Os dois foram exonerados no mesmo dia. As circunstâncias do suposto vazamento relatadas por Paulo Marinho são semelhantes a um outro inquérito da Polícia Federal, aberto no ano passado. Nesta quinta (21), o jornal Folha de S. Paulo publicou que, em agosto de 2019, a defesa de Queiroz foi informada sobre a existência de um outro inquérito sigiloso da Polícia Federal no Rio, em que ele era citado. Agosto de 2019 foi o mesmo mês em que o presidente Jair Bolsonaro tentou trocar o comando da Polícia Federal no Rio. O então chefe da Superintendência da PF no estado, Ricardo Saadi, foi demitido. O presidente cobrou publicamente a troca e chegou a indicar um substituto, que acabou não sendo nomeado. Segundo a reportagem, o então advogado de Queiroz, Paulo Klein, pediu acesso ao inquérito da PF. A GloboNews conseguiu a cópia do relatório da juíza Adriana Cruz. A magistrada negou acesso integral, mas permitiu que “para que não se alegue qualquer espécie de cerceamento, deverá a Secretaria providenciar cópia do Relatório de Inteligência Financeira”, em que Queiroz é citado, ocultando as informações referentes a outras pessoas. O relatório do Coaf a que Fabrício Queiroz teve acesso é o mesmo entregue à operação Furna da Onça. O advogado de Flávio Bolsonaro negou que tenha havido vazamento de informações. “O senador Flávio Bolsonaro jamais teve qualquer informação privilegiada vazada da Polícia Federal, seja por qualquer delegado ou agente federal. Isso jamais ocorreu, isso é mentira, isso é fake news. Da mesma forma, o seu ex-assessor Fabrício Queiroz tampouco nunca teve qualquer acesso a informação privilegiada de investigações em curso pela Polícia Federal do Rio de Janeiro ou qualquer outra do Brasil”, afirmou o advogado Frederick Wassef. O advogado que defendia Fabrício Queiroz em agosto do ano passado não quis comentar essa nova denúncia. E nós não conseguimos contato com Fabrício Queiroz.


Fonte: G1 > Rio de Janeiro
https://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2020/05/21/empresario-diz-que-entregou-provas-ao-mpf-de-vazamento-da-pf-para-flavio-bolsonaro.ghtml


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