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Isolamento social em Minas freia o número de mortes e a ocupação de leitos hospitalares

A Secretaria de Saúde do estado afirmou que as taxas de ocupação dos leitos de UTI e de enfermaria, para qualquer tipo de doença, estão em 69%. Isolamento social em Minas freia o número de mortes e a ocupação de leitos hospitalares No Brasil, o segundo estado mais populoso, Minas Gerais, é um exemplo de como o isolamento social e outras medidas de restrição têm um reflexo direto na ocupação de leitos e no número de mortes. O caminhoneiro Cláudio dos Santos Schiara foi fazer uma entrega de uma carga de abóboras no Rio de Janeiro, no início de abril. Quando voltou para casa, em Betim, na grande BH, começou a perceber os sintomas da Covid-19. Fez o teste, que constatou a doença. Ele ficou três dias internado no hospital de campanha que foi montado na cidade. “Quando acontece com a gente que a gente sabe. Então, tome as precauções, use a máscara, use o álcool gel, não aglomera, não fica perto de muita aglomeração de gente, de pessoas, porque é complicado. Não é nada bom, não”, conta. O hospital de campanha de Betim foi o primeiro desse tipo inaugurado em Minas. São 120 leitos de enfermaria e cinco de terapia intensiva. “Conforme vai se dando a ocupação dos leitos e essa evolução, é que essas equipes vão sendo contratadas. Até para você não ter uma despesa fixa, sem necessidade de utilizar”, explica Guilherme Carvalho, secretário de Saúde de Betim (MG). O maior hospital de campanha de Minas foi montado próximo ao centro de Belo Horizonte, com acesso fácil a rodovias que ligam a capital a cidades da grande BH e do interior. Um hospital está ocupando a estrutura do pavilhão de exposições de Belo Horizonte e tem mais capacidade de atendimento do que grandes unidades de saúde do país. O hospital está equipado com enfermarias e semi-UTIs. Mas nenhum dos 768 leitos foi usado até agora, porque a rede de saúde, em Minas, está longe de ficar sobrecarregada. Na região metropolitana, além de Betim e da capital, foram criados hospitais de campanha em Contagem, Nova Lima e Brumadinho. E há hospitais de campanha em várias cidades do interior de Minas. A Secretaria de Saúde do estado afirmou que as taxas de ocupação dos leitos de UTI e de enfermarias, para qualquer tipo de doença, estão em 69%. Quando se considera só os pacientes com suspeita ou confirmação da Covid-19, o percentual de ocupação é ainda menor. Um dos motivos para números tão favoráveis foi uma união entre estado e prefeituras. “Nós fomos muito ágeis em tomarmos medidas de isolamento. E, durante 30 dias, eu posso dizer que nós tivemos um isolamento total no estado. Nós temos situações distintas no estado e deixei a cargo de cada prefeito, que com certeza conhecem a realidade dele muito melhor do que eu, para poder tomar as decisões. Isso, com certeza, fez uma diferença”, diz Romeu Zema (Novo), governador de Minas Gerais. Em Belo Horizonte, por exemplo, as medidas de restrição começaram em 20 de março, quando havia somente 38 casos confirmados e nenhuma morte registrada por coronavírus. E, ao perceber que a população ainda tinha dificuldade em manter o isolamento, não perdeu tempo: cercou praças e parques, por exemplo, para evitar aglomeração. E foi além: instalou barreiras sanitárias nas principais entradas da cidade para detectar sintomas em visitantes e viajantes. Já são mais de 60 dias de quarentena. A atitude firme da capital acabou influenciando outras cidades, incluindo as do interior. O infectologista Carlos Starling, que faz parte do comitê de combate à doença em Belo Horizonte, aponta algumas razões para a saúde no estado não ter virado refém do coronavírus até agora. “A questão do distanciamento social e do fechamento das atividades que não são essenciais foi feito no momento correto, baseado em dado epidemiológico. Se tem alguma coisa que fez diferença nessa epidemia foi também o comportamento e a colaboração da população de Belo Horizonte e do estado de Minas Gerais como um todo”, avalia.


Fonte: G1 > Rio de Janeiro
https://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2020/05/21/isolamento-social-em-minas-freia-o-numero-de-mortes-e-a-ocupacao-de-leitos-hospitalares.ghtml


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