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Hospital de Campanha no Rio enfrenta a falta de medicamentos para intubação de pacientes

O hospital de campanha do Maracanã foi inaugurado há exatos 12 dias, mas ninguém imaginava que em tão pouco tempo surgiriam denúncias graves. Hospital de Campanha no Rio enfrenta a falta de medicamentos para intubação de pacientes Alguns hospitais de campanha do estado do Rio estão tão atrasados que a secretaria de Saúde admite que podem nem ser construídos. Em um deles, que está em operação, faltam remédios e equipamentos. O hospital de campanha do Maracanã foi inaugurado há exatos 12 dias, mas ninguém imaginava que em tão pouco tempo surgiriam denúncias graves. “Pacientes estão morrendo por falta de medicamentos importantes para sedação, para intubação e para ser adaptados à ventilação mecânica. Medicamentos para manter a pressão arterial”, explica uma médica que não quis ser identificada. Outro profissional de saúde testemunhou outro problema. “À medida que a médica ia pedindo os medicamentos para fazer a sedação e a curarização, não tinha. Vai ter que misturar com outros medicamentos, porque não tem. Ele simplesmente parou, na minha cara, uma pessoa que estava conversando comigo há uns 40 minutos atrás, morreu. E isso é muito duro”, lamenta. Em um vídeo foi gravado às 6h de desta quinta (21), pelo menos quatro leitos estavam vazios. “Não tem mais medicação nenhuma para gente fazer aqui não”, diz uma profissional de saúde. O hospital de campanha do Maracanã é administrado pela organização social Iabas, contratada pelo governo do estado para cuidar também de mais seis unidades. Todas essas seis obras estão atrasadas. Já tiveram a abertura adiada quatro vezes. E nesta quinta (21), a secretaria estadual de Saúde afirmou que pode cancelar algumas dessas construções, porque até a data da inauguração, os hospitais de campanha perderiam a utilidade. O contrato entre a Iabas e o governo do estado é de R$ 770 milhões. E R$ 256 milhões já foram pagos. “A gente está vendo que gradativamente está diminuindo o número de casos. Isso faz parte do comportamento da epidemia. Então, se a gente perceber que realmente isso vai fazer, nós não vamos mais construir esses que estão contratados e vamos devolver o dinheiro”, explica o secretário estadual de saúde Fernando Ferry. O número de casos nesta quinta-feira (21) é três vezes maior do que o registrado há uma semana. “Eu fico triste pelas vidas que lá estão, porque podem ser vidas abatidas por falta de profissionalismo, por falta de experiência, por falta de materiais adequados. São pais de alguém, mãe de alguém, é filho de alguém. E isso é muito triste”, lamenta a médica. Sobre a falta de medicamentos no hospital de campanha do Maracanã, a Iabas e o secretário de saúde Fernando Ferry negaram as denúncias. O secretário disse que verificou pessoalmente que o depósito está abastecido.


Fonte: G1 > Rio de Janeiro
https://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2020/05/21/hospital-de-campanha-no-rio-enfrenta-a-falta-de-medicamentos-para-intubacao-de-pacientes.ghtml


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