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Paulo Marinho presta depoimento no inquérito que apura vazamento de informações para Flávio Bolsonaro

O empresário, suplente de Flávio Bolsonaro no Senado, prestou depoimento à Polícia Federal no inquérito aberto para apurar o vazamento da operação Furna da Onça. Na saída, disse que estava impedido de dar informações sobre o que contou aos investigadores. Paulo Marinho presta depoimento em inquérito que apura vazamento de informações da PF O empresário Paulo Marinho, suplente de Flávio Bolsonaro no Senado, prestou depoimento nesta quarta-feira (20) à Polícia Federal no inquérito aberto para apurar o vazamento da operação Furna da Onça. Paulo Marinho chegou à sede da PF no início da tarde. O depoimento durou quase seis horas. Na saída, disse que estava impedido de dar informações sobre o que contou aos investigadores: “Por determinação da autoridade policial e para não prejudicar as investigações, eu não posso dar nenhuma declaração a respeito do meu depoimento.” O empresário, que é suplente de Flávio Bolsonaro no Senado, contou, em entrevista à Folha de S.Paulo, ter ouvido do próprio Flávio que um delegado da PF vazou o início da operação Furna da Onça e que um advogado indicado por Flávio participou do encontro na porta do prédio da Polícia Federal, Victor Granado Alves. Victor e Flávio Bolsonaro são amigos de infância. Victor foi assessor de gabinete quando Flávio era deputado estadual. O advogado é investigado em inquéritos por suspeita de participar do esquema da rachadinha no gabinete de Flávio e de um outro ex-deputado, Iranildo Campos. No ano passado, Victor Alves passou a trabalhar na liderança do PSL na Assembleia Legislativa do Rio. O presidente e o senador se elegeram pelo partido. Depois, os dois deixaram a legenda. Segundo o PSL nacional, também em 2019, a pedido do senador Flávio Bolsonaro, o partido contratou o escritório de advocacia de Victor e do sócio, Daniel Stoliar. O contrato teve duração de 13 meses e foi pago com dinheiro do fundo partidário: R$ 40 mil por mês, como mostra nota fiscal. No total, custou R$ 500 mil aos cofres públicos. A informação foi publicada pela Folha de S.Paulo. O Jornal Nacional apurou que, no mesmo ano em que recebeu os pagamentos do PSL, Victor e Daniel compraram uma loja de chocolates da franquia Kopenhagen por R$ 540 mil. Eles assumiram o controle da loja em agosto de 2019. Victor já era dono de uma outra loja da mesma franquia. Victor Granado já foi advogado da loja de chocolates da franquia Kopenhagen de Flávio Bolsonaro. A loja é investigada por lavagem de dinheiro no esquema das rachadinhas. Nesta quarta, o vice-presidente do PSL esclareceu que o escritório de advocacia foi contratado para regularizar os diretórios municipais do PSL, mas o serviço não foi feito como combinado. “O que compete agora é o senador Flávio Bolsonaro explicar, vir a público para que a gente possa esclarecer. Se esse escritório de advocacia também atendeu à família ou ao senador nas suas questões, nas suas ações no campo pessoal, é algo que tem que ser revelado, identificado, investigado. Porque se houve realmente essa troca de influência, de relação, através desse contrato, sem dúvida alguma isso é um prejuízo para o dinheiro público”, afirma o deputado federal Júnior Bozzella, vice-presidente nacional do PSL. O advogado do Flávio Bolsonaro afirmou que o serviço foi prestado e que só não foi concluído porque o PSL rompeu o contrato. Ele negou que Flávio tenha sido beneficiado por qualquer vazamento da Polícia Federal. “Jamais o senador Flávio Bolsonaro, à época dos fatos deputado estadual, jamais teve conhecimento ou qualquer informação privilegiada por parte de delegado federal, quem quer que seja. Jamais isso ocorreu. Ele nunca teve acesso a tais informações privilegiadas”, diz Frederick Wassef, advogado da família Bolsonaro. O depoimento de Paulo Marinho à Polícia Federal foi acompanhado pelo Núcleo de Controle Externo da Atividade Policial do Ministério Público Federal. Só que o MPF também tem uma investigação sobre o vazamento da operação. Por isso, na quinta-feira (21), o empresário vai prestar um novo depoimento ao procurador que acompanha o caso. A defesa de Victor Alves confirmou que o advogado participou da reunião na casa do empresário Paulo Marinho como advogado, razão pela qual não pode comentar os fatos lá debatidos. A defesa diz que todas as movimentações financeiras das lojas de chocolate de Victor são realizadas de acordo com a legislação. O advogado Daniel Stolear Simões disse que não é sócio de Victor Granado e que não conhece o contrato com o PSL.


Fonte: G1 > Rio de Janeiro
https://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2020/05/20/paulo-marinho-presta-depoimento-no-inquerito-que-apura-vazamento-de-informacoes-para-flavio-bolsonaro.ghtml


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