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Empreendedores enfrentam problemas para ter acesso a linhas de crédito do governo

Medidas para ajudar pequenas empresas a enfrentar os efeitos da pandemia do coronavírus foram anuciadas há mais de dois meses, mas ajuda não chegou a todos. Donos de pequenos negócios enfrentam dificuldades para conseguir financiamento na crise Há quase dois meses, o governo federal divulgou linhas de crédito para ajudar donos de pequenos negócios a enfrentar os efeitos econômicos devastadores da pandemia. O Jornal Nacional foi ouvir esses empreendedores que acreditaram no anúncio, mas que até agora não viram dinheiro nenhum. A crise transformou Daniel Matos em faz tudo no restaurante dele em BH. Desde o início em abril, ele já tentou três vezes conseguir dinheiro através da linha de crédito oferecida pelo governo para pagar funcionários. Uma vez em banco público e duas em banco privado. Mas ele conta que está difícil vencer a burocracia para liberar o dinheiro. “Eles fizeram muitas exigências. Os funcionários teriam que abrir conta corrente no banco. Eu teria que fazer o pagamento da folha através do banco, que já eram muitas taxas não só para mim, mas para os funcionários. E colocaram uma série de imposições que inviabilizaram”, diz Daniel Matos, dono de restaurante. Sem clientes e sem empréstimo, foi obrigado a demitir metade dos funcionários. Agora, o Daniel administra, ajuda no preparo da comida e também no serviço de entrega. E não sabe até quando vai suportar. “Meu recurso já tinha muito pouco. Meu recurso já esgotou todo, já rolei muita dívida para frente, já estou devendo muito para frente. O aluguel daqui, da loja, o aluguel da minha casa também. Eu estou aqui trabalhando para tentar manter o negócio, vislumbrando uma melhoria no futuro. Mas agora eu estou sem renda. Eu tiro minha renda toda daqui. Então, estou há 60 dias sem colocar R$ 1 dentro de casa”, afirma. Belo Horizonte é a capital brasileira dos bares - agora fechados para garantir o isolamento social necessário. Márcio é dono de um dos botecos. Para manter o negócio e tentar garantir os empregos, ele também tentou, no início de abril, o empréstimo do governo em um banco público, e também não conseguiu. “O pedido inicial foi R$ 150 mil. Para eu manter os funcionários, fazer um acerto igual estou fazendo, picado, era para fazer um acerto direto, e pagar os aluguéis, água, luz, IPTU, minhas contas estão todas aqui debaixo daqui. Aí na simulação me permitiam R$ 12.250. Quando eu entrei com os dados pedidos por eles, no finalzinho da análise, aí veio: ‘não aprovado’. Nem R$ 150, nem R$ 12.250, nem nada. E eu estou aí pelejando, aluguel agarrado, água, luz, tudo agarrado”, conta Márcio dos Santos dos Santos, dono do Bar Corujão. Tammara é dona de uma padaria. Ela tinha quatro funcionários. Demitiu um e outros dois trabalham meio período. Há um mês, tentou a linha o crédito do governo que serve para pagar funcionários ou despesas do negócio. Mas ela está com um débito pendente e não conseguiu. “Sem esse crédito, fica difícil. A gente tem que dar preferência com as contas que a gente tem que pagar no dia a dia, então a gente dá preferência para pagamentos dos funcionários e, em seguida, a gente vai colocando ali na balança o que você pode pagar e o que você não pode, o que você vai cortar, porque o capital de giro tem que ser bastante alto para se manter”, explicou Tammara Viana Resende, dona de padaria. No Mercado Central de BH, importante ponto turístico da capital, algumas lojas estão sendo autorizadas a reabrir, com o devido controle de acesso dos clientes. Uma delas, que vende panelas e outros artigos, recomeçou nesta segunda (18) depois de dois meses fechada. Mas o sufoco não passou. Seu Carlos diz que já teve de demitir funcionários e acumulou dívidas. Ele afirma que procurou empréstimo duas vezes em abril, em um banco público e outro privado. Mas a informação que recebeu foi a de que o crédito, com juros mais baixos, como anunciado pelo governo, ainda não estava disponível. E esse dinheiro parece cada vez mais distante. “Está impossível quase, mas a gente ouve falar todos os dias a respeito até do governo, mas não chega. E nós precisamos dela, nós precisamos para sobreviver, porque, afinal de contas, não vive falando que foram os microempresários que fazem o Brasil andar? Então, nós estamos aí aguardando”, afirma Carlos Antônio de Souza, comerciante.


Fonte: G1 > Rio de Janeiro
https://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2020/05/19/empreendedores-enfrentam-problemas-para-ter-acesso-a-linhas-de-credito-do-governo.ghtml


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