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Inaugurações de hospitais de campanha no RJ seguem atrasadas e pacientes com Covid-19 morrem na fila

Fila de espera para internação conta com 611 pessoas e poderia estar zerada caso as unidades do estado estivessem funcionando. São 19 dias de atraso no cronograma do governo e sem uma data definida para a entrega. Mortes por Covid chegam a 3.079 no estado. Nesta terça-feira (19), o Governo do Estado do Rio de Janeiro completou 19 dias de atraso para a inauguração dos sete hospitais de campanha prometidos à população para o enfrentamento do novo coronavírus. O número de pessoas esperando por uma vaga em leito de UTI é menor do que a capacidade dos hospitais que ainda não foram entregues. Enquanto isso, parentes de pacientes relatam mortes de pessoas que aguardavam por leitos. As unidades temporárias que deveriam estar funcionando desde o último dia 30 de abril, deveriam oferecer 1,3 mil leitos, no total, sendo 520 de terapia intensiva. Atualmente, só o Hospital de Campanha do Maracanã, na Zona Norte, está aberto, mas com apenas 50% de sua capacidade. A fila de espera por leitos disponíveis em todo o estado conta com 611 pessoas, sendo 327 pacientes aguardando leitos de UTI. Nesta terça-feira (19), o Rio de Janeiro passou dos 3 mil mortos pela Covid-19 desde o início da pandemia. Gestão dos hospitais As sete unidades de saúde do estado, que deveriam atender com exclusividade os pacientes com o novo coronavírus, estão sendo construídas e serão administradas pela Organização Social Iabas, contratada pelo governo do RJ. O poder executivo estadual já adiantou cerca de 33% do valor completo do contrato. Ao todo, a Iabas já recebeu R$ 256 milhões. O valor total do acordo é de R$ 770 milhões. Inaugurações indefinidas Na última segunda-feira (18), a Iabas anunciou um novo calendário de inaugurações. Contudo, em entrevista coletiva nesta terça-feira (19), o governador Wilson Witzel e o novo secretário de saúde, Fernando Ferry, não garantiram que os hospitais estariam funcionando nas novas datas. Segundo Witzel, a empresa pode ser descredenciada e impedida de participar de licitações por até dois anos, caso não entregue as unidades de saúde. "Estamos fazendo o que é necessário para poder instalar os hospitais de campanha. Como o Dr. Fernando falou, não é um hospital simples. Na verdade, é um hospital complexo. E se (a Iabas) não fizer o que está determinado serão punidos e eu pessoalmente vou decidir pela inabilitação da empresa. Se necessário for, eu já pedi ao Dr. Fernando Ferry, que se faça uma outra (contratação) emergencial para terminar os hospitais", disse Witzel. Pacientes morrendo na fila Sem os 1,3 mil leitos que deveriam estar atendendo a população, muitas pessoas estão morrendo antes de conseguirem chegar a uma unidade de saúde. "A gente fica triste porque a gente tá vendo a população da gente morrendo. Meu irmão era um taxista, um trabalhador que pagava os impostos dele e eu acho que o mínimo que ele merecia, o digno, era um tratamento desses de CTI. Uma internação. Mas infelizmente não teve", contou Rita, irmã de Edson Gomes da Motta Filho, morto com suspeita de Covid-19. Edson será enterrado na próxima quarta-feira (20). O taxista deixou a mulher e três filhos, o mais novo de apenas 14 anos. O outro lado Em nota, a Iabas informou que as condições oferecidas pelo governo do estado não permitem o cumprimento dos prazos e que o propósito é entregar os hospitais o mais rápido possível. A empresa, no entanto, fez uma ressalva. A agilidade para a entrega das unidades só será possível caso "não nos atrapalhem mais". Initial plugin text


Fonte: G1 > Rio de Janeiro
https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2020/05/19/inauguracoes-de-hospitais-de-campanha-no-rj-seguem-atrasadas-e-pacientes-com-covid-19-morrem-na-fila.ghtml


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