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Roberta Campos se escora no apelo de canções afáveis em show pautado por leveza linear

Roberta Campos se escora no apelo de canções afáveis em show pautado por leveza linear

Publicado em | 11 Set 2021

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Artista estreia a turnê 'O amor liberta' no Rio de Janeiro com roteiro essencialmente autoral. Resenha de show Título: O amor liberta Artista: Roberta Campos Local: Teatro Claro Rio (Rio de Janeiro, RJ) Data: 10 de setembro de 2021 Cotação: * * * 1/2 ? Antes de sair do palco do Teatro Claro Rio para voltar para o bis, na estreia nacional do show O amor liberta, Roberta Campos regeu o coro do público no refrão da canção autoral Estou em paz (Com você). Música apresentada no fecho do primeiro álbum da artista mineira, Para aquelas perguntas tortas (2008), disco gravado de forma artesanal e lançado há 13 anos por via totalmente independente, Estou em paz (Com você) guarda afinidades com Pro mundo que virá (2021), recente canção também autoral que abriu o show O amor liberta, apresentado pela cantora e compositora na noite de sexta-feira, 10 de setembro, na cidade do Rio de Janeiro (RJ). Além de abrir o show, Pro mundo que virá está na abertura do recente quinto álbum de músicas inéditas de Roberta, o homônimo O amor liberta (2021), disco lançado em 30 de julho – produzido por Paul Ralphes e já disponível em formato de CD em edição da gravadora Deck – que serve de norte para o roteiro do show. A afinidade entre a música do disco indie de 2008 e a composição deste ano de 2021 é a habilidade da artista para criar canções afáveis, melodiosas e amorosas, de espírito pop folk, evidenciado no arranjo de Pra morrer de amor (2015), por exemplo. Em cena, com certa timidez que se afinou com a doçura do repertório, Roberta Campos se escorou no apelo dessas canções alinhadas em roteiro sem músicas inéditas na voz da artista – chamariz do qual Roberta abriu mão, mas que é muito usado por cantoras como Adriana Calcanhotto, Maria Bethânia e Marisa Monte em shows programados para correr o Brasil em turnê nacional. Roberta Campos canta música dos irmãos Lô Borges e Marcio Borges na estreia do show 'O amor liberta' Marcelo Castello Branco / Divulgação Embora essencialmente autoral, o roteiro abarcou abordagens de músicas alheias já presentes na discografia da cantora, casos de Casinha branca (Gilson e Joran, 1979), Quem sabe isso quer dizer amor (Lô Borges e Marcio Borges, 2002) e Quase sem querer (Renato Russo, Renato Rocha e Dado Villa-Lobos, 1986), sendo que as duas primeiras se ajustaram bem ao estilo de Roberta Campos. Visivelmente feliz de estar fazendo o primeiro show com público presencial desde o início da pandemia (a apresentação também foi transmitida ao vivo), Roberta Campos desfiou 23 canções na cena emoldurada pela bela luz que preencheu o palco do Teatro Claro Rio, dividido pela cantora com a banda formada pelos músicos Alexandre Katatau (baixo), João Gaspar (guitarra e violão dobro), Marco Britto (teclados) e Pedro Mamede (bateria). Virtuoso, mas sem ofuscar o violão eficiente tocado por Roberta ao longo do show, o quarteto conferiu peso à pegada de country-blues que deu o tom de E eu fico (2008), outra canção do seminal disco independente de 2008 que abriu as portas da gravadora Deck para a artista em 2010, ano do segundo álbum de Roberta, Varrendo a lua, o primeiro com real visibilidade no mercado. Roberta Campos se apresenta com banda afiada no show 'O amor liberta' Marcelo Castello Branco / Divulgação Contudo, o show O amor liberta resultou pautado por leveza linear e adequada para a apresentação de canções afetuosas como O meu amor é seu (2020), Floresço na tua vida (2021), Todo dia (2019), Miragem (2021) – single do álbum O amor liberta que se banhou na praia do reggae em gravação feita pela cantora com o toque da banda Natiruts – e Ensaio sobre o amor (2015). Sem falar em Fique na minha vida (2019), música gravada pela artista com Vitor Kley, e em Cada acorde é seu, composição de Roberta com Marina Campos (parceira de vida e música) apresentada no EP Só conheço o mar (2020), lançado pela cantora em dezembro com cinco canções feitas na quarentena. Por mais que haja sutis variações nos arranjos, a pegada das músicas no show soou similar – e nem poderia ter sido diferente, sob risco de contrariar a natureza calma e pacífica de canções que falam de sol e flor ao versar sobre o amor, quase sempre de forma positiva. Compositora geralmente solitária, em ofício iniciado por volta de 1996, Roberta Campos abriu parcerias com Luiz Caldas (É natural), Humberto Gessinger (Começa outra vez) e De Maria (Chegou o meu verão) no álbum O amor liberta e mostrou todas essas colaborações no roteiro, revivendo também a bem-sucedida parceria com Fernanda Takai, Abrigo, sucesso do anterior álbum de estúdio da artista, Todo caminho é sorte (2015), do qual saiu também o hit Minha felicidade (2015), naturalmente cantado no show. E por falar em hit, De janeiro a janeiro (2008) – música apresentada pela artista no primeiro álbum e regravada no segundo em dueto com Nando Reis – foi número previsivelmente especial pelo poder aliciante da canção. Sem nunca ter perseguido o hype, Roberta Campos tem expandido domínios e parcerias no universo pop brasileiro com absoluta fidelidade aos caminhos que segue desde que entrou em cena. A estreia do show O amor liberta atestou a personalidade já bem delineada da cantora e compositora. Roberta Campos dá voz a 23 músicas no roteiro do show 'O amor liberta' Marcelo Castello Branco / Divulgação ? Eis o roteiro seguido em 10 de setembro de 2021 por Roberta Campos na estreia nacional do show O amor liberta no Teatro Claro Rio, na cidade do Rio de Janeiro (RJ): 1. Pro mundo que virá (Roberta Campos, 2021) 2. Meu amor é seu (Roberta Campos, 2020) 3. Casinha branca (Gilson e Joran, 1979) 4. Floresço na tua vida (Roberta Campos, 2021) 5. Todo dia (Roberta Campos, 2019) 6. Miragem (Roberta Campos, 2021) 7. Ensaio sobre o amor (Roberta Campos, 2015) 8. Começa outra vez (Roberta Campos e Humberto Gessinger, 2021) 9. Fique na minha vida (Roberta Campos, 2019) 10. Abrigo (Roberta Campos e Fernanda Takai, 2015) 11. Cada acorde é seu (Roberta Campos e Marina Campos, 2020) 12. Mundo inteiro (Roberta Campos, 2010) 13. Quem sabe isso quer dizer amor (Lô Borges e Marcio Borges, 2002) 14. De janeiro a janeiro (Roberta Campos, 2008) 15. E eu fico (Roberta Campos, 2008) 16. Pra morrer de amor (Roberta Campos, 2015) 17. O futuro nos aguarda (Roberta Campos, 2021) 18. É natural (Roberta Campos e Luiz Caldas, 2021) 19. Minha felicidade (Roberta Campos, 2021) 20. Chegou o meu verão (Roberta Campos e De Maria, 2021) 21. Estou em paz (Com você) (Roberta Campos, 2008) Bis: 22. Quase sem querer (Renato Russo, Renato Rocha e Dado Villa-Lobos, 1986) 23. Varrendo a lua (Roberta Campos, 2008)


Fonte: G1 > Rio de Janeiro
https://g1.globo.com/pop-arte/musica/blog/mauro-ferreira/post/2021/09/11/roberta-campos-se-escora-no-apelo-de-cancoes-afaveis-em-show-pautado-por-leveza-linear.ghtml


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