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MPF vai investigar novas denúncias de vazamentos na Polícia Federal do Rio

Um empresário, que apoiou a campanha de Bolsonaro à Presidência, afirmou que Flávio Bolsonaro, filho do presidente, foi avisado por um delegado da PF sobre a operação que deixaria em evidência o ex-assessor dele Fabrício Queiroz. MPF vai investigar novas denúncias de vazamentos na Polícia Federal do Rio O Ministério Público Federal vai investigar as novas denúncias de vazamentos de informações sigilosas na Superintendência da Polícia Federal do Rio. Um empresário que apoiou a campanha de Bolsonaro à Presidência afirmou que um delegado da PF avisou Flávio Bolsonaro, filho do presidente, sobre a operação que deixaria em evidência o então assessor dele Fabrício Queiroz. A investigação do Ministério Público Federal está a cargo do Núcleo de Controle Externo da Atividade Policial. O MPF quer descobrir se policiais federais vazaram informações sigilosas para privilegiar alguém. O empresário que fez a denúncia do vazamento vai ser ouvido. Paulo Marinho falou sobre o vazamento numa entrevista ao jornal “Folha de S. Paulo”. O empresário é suplente do senador Flávio Bolsonaro, filho mais velho do presidente e emprestou a casa para as gravações de campanha de Jair Bolsonaro. Paulo Marinho disse que, em dezembro de 2018, com Bolsonaro já eleito, Flávio foi à casa dele e estava "absolutamente transtornado". Segundo o empresário, Flávio Bolsonaro revelou que, uma semana depois do primeiro turno da eleição, o chefe de gabinete dele, o coronel Miguel Braga, encontrou um delegado na porta da superintendência da Polícia Federal do Rio. Paulo Marinho diz que Braga estava acompanhado do advogado Victor Alves e de Val Meliga, que é ex-presidente do PSL no Rio e irmã de dois milicianos. Segundo o relato, que o empresário diz ter ouvido de Flávio, o delegado contou que ia ser ser deflagrada a operação Furna da Onça, e ia atingir em cheio a Assembleia Legislativa do Rio. Contou ainda que o delegado disse que essa operação ia alcançar pessoas do gabinete do Flávio. O assessor Fabrício Queiroz e a filha de Queiroz, que trabalhava no gabinete de Jair Bolsonaro quando ele foi deputado federal. Paulo Marinho disse ter ouvido também de Flávio que o delegado ia segurar essa operação para não detoná-la durante o segundo turno, porque isso poderia atrapalhar o resultado da eleição. A operação citada pelo empresário foi um desdobramento da Lava Jato. A Furna da Onça investigou e prendeu, no dia 8 de novembro de 2018 - dez dias depois do segundo turno - deputados estaduais do Rio que recebiam propina no esquema de corrupção do ex-governador Sérgio Cabral. Um relatório do Coaf incluído nessa investigação mencionava movimentações financeiras suspeitas dos assessores dos deputados. Esse documento, que incluía dados de Fabrício Queiroz, assessor de Flávio na Assembleia Legislativa, também foi usado na investigação do Ministério Público estadual sobre rachadinha, esquema em que assessores devolvem parte dos salários aos parlamentares. Marinho diz que Flávio contou o episódio ao pai e que Jair Bolsonaro pediu que demitisse Queiroz naquele mesmo dia e a filha dele também. E assim foi feito. O Diário Oficial do estado do Rio publicou a exoneração de Fabrício Queiroz no dia 15 de outubro de 2018. E a da filha dele, Nathalia Melo de Queiroz, saiu no mesmo dia no Diário Oficial da União. A TV Globo mostrou na época da operação, em novembro de 2018, que já havia suspeitas de vazamento. No momento das prisões, um dos alvos recebeu os policiais com diploma universitário na mão. Outro se internou num hospital durante a madrugada para não ir pra cadeia. E, na casa da assessora de um dos deputados, foram apreendidos bilhetes com orientações para destruição de provas. Os pedidos eram para achar o arquivo de senhas no pen drive, cancelar as contas de redes sociais e excluir emails. A Polícia Federal chegou a abrir um inquérito, dois meses depois da operação, para investigar a participação de agentes e delegados no vazamento, mas o caso foi encerrado sem solução. Nesta segunda-feira (18), a Polícia Federal informou que reabriu esta investigação pra apurar o suposto vazamento e que também vai ouvir o empresário que fez a denúncia. O desembargador Abel Gomes, relator da Furna da Onça, disse que a operação não foi adiada, e que não poderia ser feita em período eleitoral para não dar a ideia de uso político. O desembargador classificou a denúncia de Paulo Marinho como grave e pediu uma apuração urgente. Flávio Bolsonaro disse que Paulo Marinho tem interesse em prejudicá-lo por ser seu suplente no Senado e questionou Marinho por ter feito a denúncia quase dois anos depois. Disse ainda que as histórias não passam de invenção de alguém desesperado e sem votos. O Palácio do Planalto declarou que a denúncia não é verdadeira e que apoia Flávio Bolsonaro. O Jornal Nacional não conseguiu contato com os advogados citados na reportagem, Cristiano Fragoso e Victor Alves, e com o coronel Braga. A Procuradoria-geral da República pediu que a Polícia Federal ouça o empresário Paulo Marinho no inquérito no Supremo Tribunal Federal que apura se o presidente Jair Bolsonaro tentou interferir politicamente na Polícia Federal.


Fonte: G1 > Rio de Janeiro
https://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2020/05/18/mpf-vai-investigar-novas-denuncias-de-vazamentos-na-policia-federal-do-rio.ghtml


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