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Instalação de tomógrafo causa protesto de comerciantes na Rocinha

Município pretende abrir uma via que corta o Mercado Popular para a passagem de ambulâncias. Cerca de 40 boxes serão removidos, segundo comerciantes. Comerciantes da Rocinha revoltados com a Prefeitura A instalação de um tomógrafo no estacionamento da Igreja Universal do Reino de Deus da Rocinha, na Zona Sul do Rio, causou um protesto de comerciantes nesta segunda-feira (18). A prefeitura pretende abrir uma via que corta o Mercado Popular para a passagem de ambulâncias. Essa rua vai levar pacientes ao centro médico de imagens provisório, que vai funcionar durante a pandemia do novo coronavírus. A construção da via acarreta a remoção de boxes do camelódromo, o que revoltou os comerciantes do local. Para eles, a passagem é desnecessária, já que existe outra, na rua ao lado, que comporta o fluxo de caminhões. Na tarde desta segunda, a equipe do RJ2 registrou a entrada de um caminhão com material de construção no local. O Secretário de Infraestrutura e Habitação, Sebastião Bruno, foi ao local, mas não deu entrevista. Representantes dos comerciantes do camelódromo tentaram se reunir com ele, mas não conseguiram. “O que eles falam é que não têm como entrar ambulância. Tem, sim, porque existem dois portões. Eles tão irredutíveis, querem tirar o pessoal e desapropriar as pessoas”, disse Célio Ricardo, representante dos comerciantes do mercado. Como mostrou o RJ2, o Mercado Popular tem 216 pequenas lojas. Segundo os moradores, cerca de 40 boxes serão removidos para criação de um novo acesso. “O sentimento é de revolta, de indignação com isso. Essa obra já era para estar pronta, sem a necessidade de derrubar os boxes das pessoas aqui dentro. As pessoas são regulares, têm alvará”, afirmou o comerciante. Inicialmente, o tomógrafo seria instalado dentro de uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da comunidade, mas teve o destino alterado porque a prefeitura alegou que a igreja ficava mais próxima do metrô. O local foi escolhido por haver necessidade urgente de atendimento aos moradores, segundo o município. Na última quarta-feira (13), a obra foi paralisada por uma decisão judicial, depois de lideranças comunitárias moverem uma ação popular. Na sexta-feira (15), a decisão foi suspensa pelo plantão judiciário e a instalação do tomógrafo foi retomada. Em nota, a Secretaria Municipal de Infraestrutura, Habitação e Conservação disse que os boxes serão realocados na mesma via, em um lugar próximo que não atrapalhe a passagem das ambulâncias. O texto diz que quando o tomógrafo for para o local definitivo, a UPA da Rocinha, os comerciantes voltarão aos locais de origem. O órgão disse também que agentes estão conversando com os proprietários dos boxes. O comerciante Célio afirmou que não há espaço para botar os boxes em outro local. Já o comerciante Mozart Gonçalves destacou as dificuldades das famílias que vivem do trabalho. “O impacto seria grande, porque iria deixar 40 famílias desempregadas, sem o trabalho, que já está difícil com esse pânico desse vírus no Rio de Janeiro. Ia dificultar mais a nossa vida. Não tem condições, não tem lógica isso que está acontecendo no momento”, declarou o comerciante.


Fonte: G1 > Rio de Janeiro
https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2020/05/18/instalacao-de-tomografo-causa-protesto-de-comerciantes-na-rocinha.ghtml


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