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Contra a letargia, consciência e pertencimento

Imaginei por alguns instantes como seria sentir como a Alyssa. A adolescente da brilhante série inglesa "The end of fu***ng world" vive falando da sensação de não ter emoções, diante dos acontecimentos ao seu redor. Um estado de quase letargia que acaba por protegê-la de uma dor iminente, da frustração. A ideia era escrever, hoje, sobre uma das iniciativas mais bonitas que conheci na cobertura diária da pandemia: um memorial virtual das vítimas da Covid-19. Eu havia passado horas lendo as histórias no site Inumeráveis. Como a da Karollyne Mendes, uma jovem de 19 anos que tinha acabado de realizar o sonho de entrar na faculdade de psicologia. Nas palavras da amiga Letícia, a jovem estudante sempre dizia, resiliente: “Um dia vamos rir disso tudo”. Será mesmo, Karol? Tudo parece tão fora da ordem. Os telespectadores não puderam conhecer um pouco da sua vida, interrompida por esse vírus, porque o segundo ministro da Saúde caiu em menos de um mês, em meio à tragédia que levou seus sonhos e os de mais de 15 mil brasileiros. A homenagem, que seria feita no ar, deu lugar a discussões sobre os impactos do desgoverno. A frustração espreita e a gente precisa se manter vigilante. Consciente de que é preciso união em torno do que parece elementar: a preservação do máximo de vidas possível, o respeito à memória dos que se foram. Voltando à personagem da série, a desconexão emocional da Alyssa com o mundo é interrompida quando ela está perto de James. Um jovem que a faz sentir, querer viver. E ela o faz desejar coisas. Sentem que pertencem a algo. Somos parte do mesmo todo e precisamos falar do importa, das vidas que também estão começando ao romperem a invisibilidade social, escancarada pelas brutais circunstâncias. Nesta semana, a Polícia Civil ampliou postos para emitir RG a moradores de rua em São Paulo. Para que eles possam existir e, assim, receber o auxílio emergencial de R$ 600 do governo federal. No mesmo dia, o Unicef alertou que nos próximos seis meses mais de 6 mil crianças podem morrer, por dia, durante a pandemia do novo coronavírus, pela falta de cobertura de serviços rotineiros de saúde com a lotação dos hospitais. Fique em casa. E contra a tentação da letargia, vamos de consciência e pertencimento.


Fonte: G1 > Rio de Janeiro
https://g1.globo.com/olha-que-legal/blog/pela-lente-da-gente/post/2020/05/17/contra-a-letargia-consciencia-e-pertencimento.ghtml


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