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Meditação matinal

Meditação matinal

Publicado em | 08 2020

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CAPÍTULO 10

Outubro

RP - Pag. 285 

A Maior Necessidade

Purifica-me com hissopo, e ficarei limpo; lava-me, e ficarei mais alvo que a neve. Sal. 51:7.

Um reavivamento da verdadeira piedade entre nós, eis a maior e a mais urgente de todas as nossas necessidades. Buscá-lo, deve ser a nossa primeira ocupação. Importa haver diligente esforço para obter a bênção do Senhor, não porque Deus não esteja disposto a outorgá-la, mas porque nos encontramos carecidos de preparo para recebê-la. Nosso Pai celeste está mais disposto a dar Seu Espírito Santo àqueles que Lho peçam, do que pais terrenos o estão a dar boas dádivas a seus filhos. Compete-nos, porém, mediante confissão, humilhação, arrependimento e fervorosa oração, cumprir as condições estipuladas por Deus em Sua promessa para conceder-nos Sua bênção.

Só podemos esperar um reavivamento em resposta à oração. Enquanto o povo se acha tão destituído do Espírito Santo de Deus, não pode apreciar a pregação da Palavra; mas quando o poder do Espírito lhes tocar o coração, então os sermões não ficarão sem efeito. Guiados pelos ensinos da Palavra de Deus, com a manifestação de Seu Espírito, no exercício de sã discrição, os que assistem a nossas reuniões adquirirão preciosa experiência e, voltando ao lar, acham-se preparados para exercer saudável influência.

Os antigos porta-bandeiras sabiam o que significava lutar com Deus em oração, e fruir o derramamento de Seu Espírito. Estes, porém, estão se retirando do cenário; e quem está surgindo para preencher-lhes o lugar? Como é com a geração que surge? Estão eles convertidos a Deus? Estamos nós alerta quanto à obra que se está desenvolvendo no santuário celeste, ou estamos à espera de algum poder impelente que venha sobre a igreja antes de despertarmos? Temos esperança de ver toda a igreja reavivada? Tal tempo nunca há de vir.

Há na igreja pessoas não convertidas, e que não se unirão em fervorosa, eficaz oração. Precisamos entrar na obra individualmente. Precisamos orar mais, e falar menos. Review and Herald, 22 de março de 1887.


RP - Pag. 286 

O Maior Dom

Mas Aquele que nos confirma convosco em Cristo e nos ungiu é Deus, que também nos selou e nos deu o penhor do Espírito em nosso coração. II Cor. 1:21 e 22.

Ao dar o Espírito Santo, era impossível que Deus desse mais. A este dom nada poderia ser acrescentado. Por meio dele são supridas todas as necessidades. O Espírito Santo é a presença vital de Deus, e, se for apreciado, suscitará louvor e ações de graças, e estará sempre jorrando para a vida eterna. A restauração do Espírito é o concerto da graça. Entretanto, quão poucos apreciam este grande dom, tão caro, e, todavia, tão acessível a todos os que o aceitarem! Quando a fé se apodera da bênção, disso advém valioso benefício espiritual. Com demasiada freqüência, porém, a bênção não é apreciada. Necessitamos de ampliada concepção para compreender-lhe o valor. ...

Oh, que maravilhoso amor e condescendência! O Senhor Jesus encoraja os Seus crentes a pedirem o Espírito Santo. Apresentando a paternal ternura de Deus, Ele procura incentivar a fé no recebimento do dom. O Pai celeste está mais disposto a dar Seu Espírito Santo àqueles que Lho peçam, do que pais terrestres o estão a dar boas dádivas a seus filhos.

Poderia ser prometido algo maior do que isso? Que mais é necessário para suscitar uma resposta em cada alma, para imbuir-nos do anseio pelo grande dom? Não hão de as nossas fracas súplicas transformar-se em petições de intenso desejo por essa grande bênção?

Não pedimos o suficiente das boas coisas que Deus prometeu. Se nos expandíssemos mais para o alto e esperássemos mais, nossas petições revelariam a vivificadora influência que advém a toda alma que pede com a plena expectativa de ser ouvida e atendida. O Senhor não é glorificado pelas monótonas súplicas que demonstram nada ser esperado. Ele deseja que todo aquele que crê se achegue junto ao trono da graça com fervor e confiança. Signs of the Times, 7 de agosto de 1901.


RP - Pag. 287 

Reforma Completa

Completai a minha alegria, de modo que penseis a mesma coisa, tenhais o mesmo amor, sejais unidos de alma, tendo o mesmo sentimento. Filip. 2:2.

É chegado o tempo para se realizar uma reforma completa. Quando esta reforma começar, o espírito de oração atuará em cada crente e banirá da igreja o espírito de discórdia e luta. Os que não têm estado a viver em comunhão cristã, chegar-se-ão uns aos outros em contato íntimo. Um membro que trabalhe da maneira devida levará outros membros a unir-se-lhes em súplica pela revelação do Espírito Santo. Não haverá confusão, pois todos estarão em harmonia com o Espírito. As barreiras que separam um crente de outro, serão derribadas e os servos de Deus falarão as mesmas coisas. O Senhor cooperará com os Seus servos. Todos orarão com entendimento a prece que Cristo ensinou aos Seus servos: "Venha o Teu reino, seja feita a Tua vontade, assim na Terra como no Céu." Mat. 6:10.

Ao ouvir das terríveis calamidades que semana a semana estão ocorrendo, pergunto-me a mim mesma: Que significam estas coisas? As mais terríveis catástrofes seguem-se umas às outras em rápida sucessão. Com que freqüência ouvimos de terremotos e furacões, de destruição por fogo e inundações, com grandes perdas de vida e propriedade! Aparentemente essas calamidades são caprichosas irrupções de forças desordenadas, irregulares, mas nelas se pode ler o propósito de Deus. São um dos meios pelos quais Ele procura despertar homens e mulheres, levando-os a reconhecer o seu perigo.

A vinda de Cristo está mais próxima do que quando aceitamos a fé. Aproxima-se de seu término o grande conflito. Os juízos de Deus estão na Terra. Pronunciam solene advertência, dizendo: "Estai vós apercebidos também; porque o Filho do homem há de vir à hora em que não penseis." Mat. 24:44. Testemunhos Seletos, vol. 3, págs. 254-256.


RP - Pag. 288 

Esquadrinhar o Coração e Examinar a Si Mesmo

Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração, prova-me e conhece os meus pensamentos; vê se há em mim algum caminho mau e guia-me pelo caminho eterno. Sal. 139:23 e 24.

Depois da ascensão de Cristo, os discípulos reuniram-se em um lugar a fim de suplicar humildemente a Deus. E após dez dias de esquadrinhar o coração e examinar a si mesmos, estava preparado o caminho para o Espírito Santo penetrar em templos de alma limpos e consagrados. Todos os corações foram cheios do Espírito, como se Deus desejasse mostrar a Seu povo que Lhe pertenceria a prerrogativa de beneficiá-los com o melhor das bênçãos celestes.

Qual foi o resultado? Milhares se converteram num dia. A espada do Espírito cintilava à direita e à esquerda. Novamente afiada com poder, penetrava até à divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas. A idolatria que andara misturada com o culto do povo, foi derribada. Novo território foi acrescentado ao reino de Deus. Lugares dantes estéreis e desolados, entoavam-Lhe os louvores. Os crentes, reconvertidos, nascidos de novo, eram um vivo poder para Deus. Um novo cântico foi posto em seus lábios: constante louvor ao Altíssimo.

Dominados pelo Espírito, eles viam a Cristo em seus irmãos. Só um interesse prevalecia. Um elemento de imitação absorveu todos os outros - ser semelhante a Cristo, fazer as obras de Cristo. O sincero fervor sentido era expresso por meio de afetuosa prestimosidade, palavras bondosas e ações altruístas. Todos se esforçavam para ver quem podia fazer o máximo pelo desenvolvimento do reino de Cristo. "Da multidão dos que creram era um o coração e a alma." Atos 4:32.

Nos doze discípulos foi escondido o fermento da verdade pelo grande Mestre. Estes discípulos deviam ser os instrumentos nas mãos de Deus para revelar a verdade ao mundo. Foi-lhes dado poder divino; pois o Salvador ressurreto soprou sobre eles, dizendo: "Recebei o Espírito Santo." João 20:22. Imbuídos deste Espírito, eles saíram para dar testemunho da verdade. E assim Deus quer que Seus servos saiam hoje com a mensagem que Ele lhes deu. Mas, até que recebam o Espírito Santo, eles não podem transmitir esta mensagem com poder. Até que recebam o Espírito Santo, eles não conseguem compreender o que Deus pode fazer por seu intermédio. Review and Herald, 10 de junho de 1902.


RP - Pag. 289 

De Comum Acordo

Ao cumprir-se o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar. Atos 2:1.

A nós hoje, tão certamente como aos primeiros discípulos, pertence a promessa do Espírito. Deus dotará hoje homens e mulheres com poder do alto, da mesma maneira que dotou aqueles que, no dia de Pentecoste, ouviram a palavra de salvação. Nesta mesma hora Seu Espírito e Sua graça se acham à disposição de todos quantos deles necessitam e Lhe pegarem na palavra.

Notai que só depois de haverem os discípulos entrado em união perfeita, quando não mais contendiam pelas posições mais elevadas, foi o Espírito derramado. Estavam unânimes. Todas as divergências haviam sido postas de lado. E o testemunho dado a seu respeito depois de derramado o Espírito, é o mesmo. Notai a expressão: "Era um o coração e a alma da multidão dos que criam." Atos 4:32. O Espírito dAquele que morreu para que os pecadores vivessem, animava toda a congregação de crentes.

Os discípulos não pediram uma bênção para si. Arcavam sob o peso da preocupação pelas almas. O evangelho deveria ser levado aos confins da Terra, e reclamaram a dotação de poder que Cristo prometera. Foi então derramado o Espírito Santo, e milhares se converteram num dia.

Assim pode ser agora. Ponham de parte os cristãos toda dissensão, e entreguem-se a Deus para a salvação dos perdidos. Com fé peçam a bênção prometida, e virá. O derramamento do Espírito nos dias dos apóstolos foi a "chuva temporã", e glorioso foi o resultado. A chuva serôdia será mais abundante, porém. Qual é a promessa para os que vivem nos derradeiros dias? - "Voltai à fortaleza, ó presos de esperança; também hoje vos anuncio que vos recompensarei em dobro." Zac. 9:12. "Pedi ao Senhor chuva no tempo da chuva serôdia; o Senhor, que faz os relâmpagos, lhes dará chuveiro de água, e erva no campo a cada um." Zac. 10:1. Testemunhos Seletos, vol. 3, págs. 210 e 211.


RP - Pag. 290 

Buscando a Harmonia

Nada façais por partidarismo ou vanglória, mas por humildade, considerando cada um os outros superiores a si mesmo. Filip. 2:3.

Os servos de Deus devem trabalhar em perfeita harmonia. A contenda produz separação, conflito e discórdia. Sou instruída de que nossas igrejas não têm necessidade de gastar seu tempo em discussões. Quando o espírito de contenda lutar pela supremacia, detende-vos e endireitai as coisas, se não Cristo virá brevemente a vós, e moverá do seu lugar o vosso castiçal. Seja efetuada diligente e esmerada obra de arrependimento. Permiti que o Espírito de Deus sonde a mente e o coração, removendo tudo o que impede a necessária reforma. Até que isto seja feito, Deus não pode conceder-nos Seu poder e graça. E enquanto estivermos sem o Seu poder e graça, homens tropeçarão e cairão, não sabendo em que tropeçam.

O amor de Cristo é o vínculo que deve unir os crentes, coração a coração e mente a mente.

O sangue de Cristo foi derramado por toda a família humana. Ninguém precisa perder-se. Os que se acham perdidos perecerão porque decidiram perder uma eternidade feliz pela satisfação de seguir sua própria vontade. Tal foi a escolha de Satanás, e hoje sua obra e seu reino demonstram a índole de sua escolha. O crime e a miséria que enchem nosso mundo, os horríveis homicídios que constituem uma ocorrência diária, são o resultado da submissão do homem aos princípios de Satanás.

Meus irmãos, lede o livro do Apocalipse do começo ao fim, e perguntai a vós mesmos se não seria melhor gastar menos tempo em discussões e contendas, e começar a pensar em quão depressa nos estamos aproximando da última grande crise. Aqueles que procuram dar a impressão de que não há nenhuma significação especial nos juízos que o Senhor agora está enviando sobre a Terra, logo se verão obrigados a reconhecer o que agora eles preferem não perceber. Review and Herald, 20 de agosto de 1903.


RP - Pag. 291 

Sentindo Nossa Necessidade Espiritual

O publicano, estando em pé, longe, não ousava nem ainda levantar os olhos ao Céu, mas batia no peito, dizendo: Ó Deus, sê propício a mim, pecador! Luc. 18:13.

Devemos estar freqüentemente em oração. O derramamento do Espírito de Deus ocorreu em resposta a fervorosa oração. Notai, porém, este fato acerca dos discípulos. O relato declara: "Estavam todos reunidos no mesmo lugar; de repente, veio do Céu um som, como de um vento impetuoso, e encheu toda a casa onde estavam assentados. E apareceram, distribuídas entre eles, línguas como de fogo, e pousou uma sobre cada um deles. Todos ficaram cheios do Espírito Santo." Atos 2:1-4.

Eles não estavam reunidos para relatar boatos de escândalos. Não estavam procurando expor todo defeito que pudessem encontrar no caráter de um irmão. Sentiam sua necessidade espiritual e clamavam ao Senhor pela santa unção que os ajudasse a vencer suas próprias fraquezas e os habilitasse para a obra de salvar a outros. Oravam com intenso fervor para que o amor de Cristo fosse derramado em seus corações.

Esta é hoje nossa grande necessidade em cada igreja de nosso país. Pois, "se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas". II Cor. 5:17. O que era objetável no caráter é expurgado da alma pelo amor de Jesus. É expelido todo egoísmo; toda inveja, toda maledicência é desarraigada, e é efetuada uma transformação radical no coração. "O fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. Contra estas coisas não há lei." Gál. 5:22 e 23. "É em paz que se semeia o fruto da justiça, para os que promovem a paz." Tia. 3:18.

Paulo diz que "quanto à lei" - no que dizia respeito aos atos exteriores - ele era "irrepreensível", mas quando foi discernido o caráter espiritual da lei, quando ele olhou para o espelho sagrado, viu que era um pecador. A julgar por um padrão humano, ele se abstivera do pecado, mas quando olhou para as profundezas da lei de Deus, e viu a si mesmo como Deus o via, curvou-se com humildade, e confessou sua culpa. Review and Herald, 22 de julho de 1890.


RP - Pag. 292 

Pondo o Próprio Eu de Lado

Mas o que, para mim, era lucro, isto considerei perda por causa de Cristo. Filip. 3:7.

É por meio da igreja que o abnegado amor de Jesus deve ser manifestado para o mundo; mas pelo atual exemplo da igreja, o caráter de Cristo não é representado devidamente, e é dado ao mundo um falso conceito sobre Ele. O egoísmo exclui o amor de Jesus da alma, e é por isso que não há na igreja maior zelo e mais intenso amor por Aquele que nos amou primeiro. O próprio eu é supremo em tantos corações! Seus pensamentos, tempo e dinheiro são entregues à satisfação pessoal, enquanto perecem as almas pelas quais Cristo morreu.

Esta é a razão por que o Senhor não pode comunicar a Sua igreja a plenitude de Sua bênção. Honrá-los de maneira distinta perante o mundo seria pôr o Seu selo sobre suas obras, confirmando a falsa representação que fazem de Seu caráter. Quando a igreja sair do mundo, separando-se de suas máximas, hábitos e práticas, o Senhor Jesus trabalhará com Seu povo; Ele derramará Seu Espírito em grande medida sobre eles, e o mundo conhecerá que o Pai os ama. Será que o povo de Deus continuará a estar tão entorpecido pelo egoísmo? Sua bênção paira sobre eles, mas não pode ser concedida em sua plenitude por estarem tão corrompidos com o espírito e as práticas do mundo. Há orgulho espiritual entre eles; e se o Senhor operasse como Seu coração anela fazer, isso apenas tenderia a confirmá-los em sua presunção e exaltação do próprio eu.

Continuará Cristo a não ser devidamente representado por nosso povo? Há de a graça de Deus, a iluminação divina, ser vedada a Sua igreja por causa da mornidão deles? Ela o será, a menos que haja mais cabal procura de Deus, renúncia do mundo e humilhação da alma perante o Senhor. O poder convertedor da parte de Deus precisa passar por nossas igrejas. Home Missionary, 1º de novembro de 1890.


RP - Pag. 293 

Abrindo o Coração

Eu sou a videira, vós, os ramos. Quem permanece em Mim, e Eu, nele, esse dá muito fruto; porque sem Mim nada podeis fazer. João 15:5.

O Senhor deseja fazer do homem o receptáculo da influência divina, e a única coisa que impede a realização dos desígnios de Deus é que os homens fechem o coração à Luz da vida. A apostasia causou a retirada do Espírito Santo do homem, mas por meio do plano da redenção esta bênção do Céu deve ser restaurada aos que a desejam sinceramente. O Senhor prometeu todas as boas coisas aos que as peçam a Ele, e todas as boas coisas são definidas como sendo dadas com o dom do Espírito Santo.

Quanto mais percebermos nossa verdadeira necessidade, nossa verdadeira pobreza, tanto mais desejaremos o dom do Espírito Santo; nossa alma não se tornará o conduto da ambição e presunção, mas o conduto de fervorosas súplicas pela iluminação celestial. É porque não vemos nossa necessidade, não reconhecemos nossa pobreza, que não emitimos fervorosos rogos, olhando para Jesus, o Autor e Consumador de nossa fé, pela concessão da bênção. ...

Jesus disse: "Pedi, e dar-se-vos-á; buscai e achareis; batei, e abrir-se-vos-á." Mat. 7:7. É em proporção ao nosso apreço da necessidade e do valor das coisas espirituais que buscamos obtê-las. "Sem Mim nada podeis fazer" (João 15:5), diz Jesus; entretanto, muitos pensam que o homem pode fazer muita coisa em sua própria força e sabedoria finitas. Satanás está pronto a oferecer seu conselho para poder conquistar almas no jogo da vida.

Quando os homens não sentem necessidade de aconselhar-se com seus irmãos, algo está errado; eles confiam em sua própria sabedoria. É essencial que os irmãos deliberem juntos. Fui compelida a realçar isso durante os últimos quarenta e cinco anos. Reiteradas vezes foi repetida a instrução de que aqueles que se acham empenhados em importante trabalho na Causa de Deus não devem seguir suas próprias idéias, mas aconselhar-se uns com os outros. Manuscript Releases, vol. 2, pág. 333.


RP - Pag. 294 

Esvaziando o Vaso

Para que vos torneis irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus inculpáveis no meio de uma geração pervertida e corrupta, na qual resplandeceis como luzeiros no mundo. Filip. 2:15.

A transformação do caráter deve ser perante o mundo, o testemunho do amor de Cristo no coração. O Senhor espera que Seu povo manifeste que o poder redentor da graça pode operar sobre o caráter faltoso, e fazer com que ele se desenvolva em simetria, sendo abundantemente frutífero.

A fim de cumprirmos os desígnios de Deus, porém, há uma obra preparatória a fazer. O Senhor nos pede que esvaziemos o coração do egoísmo que é a raiz de toda alienação. Ele anseia derramar sobre nós Seu Santo Espírito em fartas medidas, e que aplainemos o caminho mediante a renúncia. Quando o próprio eu for entregue a Deus, nossos olhos serão abertos para ver as pedras de tropeço que nossa dessemelhança com Cristo tem posto no caminho dos outros. Tudo isso Deus nos manda remover. Ele diz: "Confessai as vossas culpas uns aos outros, e orai uns pelos outros, para que sareis." Tia. 5:16. Então poderemos ter a certeza experimentada por Davi quando, depois de confessar o seu pecado, orou: "Torna a dar-me a alegria da Tua salvação, e sustém-me com um espírito voluntário. Então ensinarei aos transgressores os Teus caminhos, e os pecadores a Ti se converterão." Sal. 51:12 e 13.

Quando a graça de Deus reinar no interior, a alma será circundada por uma atmosfera de fé, ânimo e amor cristão, atmosfera revigoradora para a vida espiritual de todos os que a respiram. ... Todo aquele que é participante do amor perdoador de Cristo, todo o que foi esclarecido pelo Espírito de Deus e convertido à verdade, por essas preciosas bênçãos sentir-se-á devedor a toda alma com quem se põe em contato. Os que são humildes de coração serão usados pelo Senhor para alcançar almas de quem o pastor ordenado não se pode aproximar. Serão impulsionados a proferir palavras que revelam a salvadora graça de Cristo. Testemunhos Seletos, vol. 2, págs. 381 e 382.


RP - Pag. 295 

Janelas Bem Abertas

A fim de viverdes de modo digno do Senhor, para o Seu inteiro agrado, frutificando em toda boa obra e crescendo no pleno conhecimento de Deus. Col. 1:10.

Alguns falam de modo pesaroso a respeito das restrições que a religião da Bíblia impõe àqueles que querem seguir os seus ensinos. Parecem pensar que a restrição é uma grande desvantagem, mas temos razão para agradecer a Deus, de todo o nosso coração, o haver Ele erguido uma barreira de origem divina entre nós e o terreno do inimigo. Há certas tendências do coração natural que muitos pensam ser necessário seguir para que possa ocorrer o melhor desenvolvimento individual; mas Deus vê que o que os homens consideram essencial não seria a bênção para a humanidade que eles imaginam, pois o desenvolvimento desses próprios traços de caráter os inabilitaria para as mansões do alto.

O Senhor expõe os homens a provas e aflições para que a escória se separe do ouro, mas Ele não força a quem quer que seja. Não prende com grilhões, cordas e entraves, pois em vez de diminuir a deslealdade, eles a aumentam.

O remédio para o mal se encontra em Cristo como Salvador que habita no íntimo das pessoas. Mas, para que Cristo possa estar na alma, ela primeiro tem de ser esvaziada do próprio eu, pois então será criado um vácuo que pode ser preenchido pelo Espírito Santo.

O Senhor purifica o coração mais ou menos como arejamos um aposento. Não cerramos janelas e portas, e pomos dentro dele alguma substância purificadora; mas abrimos as portas e janelas de par em par, e deixamos o ar purificador do céu penetrar. O Senhor diz: "Quem pratica a verdade aproxima-se da luz." João 3:21. As janelas do impulso, dos sentimentos, devem ser abertas para o alto, e o pó do egoísmo e da terrenidade expelido. A graça de Deus precisa invadir as câmaras do espírito, a imaginação ter temas celestes para contemplar, e todo elemento da natureza ser purificado e vivificado pelo Espírito de Deus. Manuscript Releases, vol. 2, pág. 338.


RP - Pag. 296 

O Sol da Justiça Purifica a Alma

Dando graças ao Pai, que vos fez idôneos à parte que vos cabe da herança dos santos na luz. Ele nos libertou do império das trevas e nos transportou para o reino do Filho do Seu amor. Col. 1:12 e 13.

Todo aquele que zelosamente busca a verdade e a justiça tem o privilégio de poder confiar nas infalíveis promessas de Deus. O Senhor Jesus torna manifesto o fato de que os tesouros da divina graça são colocados inteiramente à nossa disposição, de modo que possamos nos tornar condutos de luz. Não podemos receber as riquezas da graça de Cristo sem desejar reparti-las com outros. Quando possuirmos o amor de Cristo em nosso coração, sentiremos ser nosso dever e privilégio transmiti-lo. O sol que brilha nos céus espalha seus brilhantes raios por todos os caminhos e atalhos da vida. Ele tem luz suficiente para milhares de mundos como o nosso. Assim é também com o Sol da Justiça; Seus resplandecentes raios de salvação e alegria são amplamente suficientes para salvar nosso pequeno mundo, e eficazes para dar segurança a qualquer mundo que tenha sido criado. ...

Aqueles que reconhecem sua necessidade de arrependimento para com Deus, e de fé em nosso Senhor Jesus Cristo, terão contrição de alma e se arrependerão de sua resistência ao Espírito do Senhor. Confessarão seu pecado em rejeitar a luz que o Céu lhes enviou tão graciosamente, e abandonarão o pecado que entristeceu e ofendeu o Espírito do Senhor. Eles se humilharão e aceitarão o poder e a graça de Cristo, reconhecendo as mensagens de advertência, repreensão e encorajamento. Então sua fé na obra de Deus será evidente, e eles confiarão no sacrifício expiatório. Farão uma apropriação pessoal da abundante graça e justiça de Cristo, e Ele Se tornará para eles um Salvador presente; pois se aperceberão da necessidade que dEle têm, e descansarão em Sua Pessoa com inteira segurança. Beberão da água da vida procedente da inexaurível Fonte divina. Em uma nova e bendita experiência, lançar-se-ão sobre Cristo, tornando-se participantes da natureza divina. Review and Herald, 26 de agosto de 1890.


RP - Pag. 297 

Olhares Voltados Para o Céu

Pois a nossa pátria [conversação, na versão inglesa] está nos Céus, de onde também aguardamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo. Filip. 3:20.

Havemos de pôr fim a nossos pecados pela justiça e concentrar nossa conversação no Céu, de onde aguardamos o nosso Salvador? Não falaremos de nosso Salvador até que se torne natural fazermos isso? Se não ordenarmos corretamente nossa conversação, não havemos de ver a salvação de Deus. Satanás tomará posse do coração, e nos tornaremos vulgares e sensuais. Elevemos os pensamentos e lancemos mão das coisas que são de real valor, obtendo aqui uma educação que seja valiosa no mundo por vir. Não havemos de buscar o Senhor com sinceridade, arrepender-nos de nossas prevaricações, lamentar que tenhamos negligenciado Sua Palavra, que não conheçamos melhor a verdade, e volver-nos para Ele de todo o coração, para que possa curar-nos e amar-nos livremente? Demos hoje um passo em direção ao Céu. ...

A chuva serôdia há de cair sobre o povo de Deus. Um poderoso anjo descerá do Céu, e toda a Terra se iluminará com a Sua glória. Estamos preparados para tomar parte na gloriosa obra do terceiro anjo? Estão os nossos vasos preparados para receber o orvalho celestial? Temos alguma contaminação e pecado no coração? Se é assim, purifiquemos o templo da alma e preparemo-nos para os aguaceiros da chuva serôdia. O refrigério pela presença do Senhor nunca virá a corações cheios de impureza. Que Deus nos ajude a morrer para o próprio eu, para que Cristo, a esperança da glória, seja formado interiormente!

Preciso ter o Espírito de Deus em meu coração. Não posso ir avante para fazer a grande obra de Deus, se o Espírito Santo não repousar sobre minha alma. "Como suspira a corça pelas correntes das águas, assim, por Ti, ó Deus, suspira a minha alma." Sal. 42:1. O dia do juízo está sobre nós. Oh, lavemos as vestes de nosso caráter e as alvejemos no sangue do Cordeiro! Review and Herald, 21 de abril de 1891.


RP - Pag. 298 

De Escarlate Para Branco

Vinde, pois, e arrazoemos, diz o Senhor; ainda que os vossos pecados sejam como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve; ainda que sejam vermelhos como o carmesim, se tornarão como a lã. Isa. 1:18.

Quando vos lembrardes de que Cristo pagou com Seu próprio sangue o preço de vossa redenção e da redenção de outros, sereis levados a captar os brilhantes raios de Sua justiça, a fim de irradiá-los sobre o caminho dos que vos cercam. Não deveis olhar para o futuro, pensando que em um dia distante vos tornareis santos; é agora que sois santificados por meio da verdade. O profeta exorta: "Buscai o Senhor enquanto Se pode achar, invocai-O enquanto está perto. Deixe o perverso o seu caminho, o iníquo os seus pensamentos; converta-se ao Senhor, que Se compadecerá dele, e volte-se para o nosso Deus, porque é rico em perdoar." Isa. 55:6 e 7. E Jesus disse: "Mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis Minhas testemunhas ... até aos confins da Terra." Atos 1:8.

Precisamos receber o Espírito Santo. Tínhamos a idéia de que este dom de Deus não era para tais pessoas como nós, que o dom do Espírito Santo era demasiado sagrado, demasiado santo para nós; mas o Espírito Santo é o Consolador que Cristo prometeu aos Seus discípulos, e que lhes traria à lembrança todas as coisas que Ele lhes havia dito. Assim, deixemos de olhar para nós mesmos e olhemos para Aquele de quem procedem todas as virtudes. Ninguém pode tornar melhor a si próprio, mas devemos ir a Jesus tal e qual somos, desejando ardentemente ser purificados de toda e qualquer mancha de pecado, e receber o dom do Espírito Santo. Não devemos duvidar de Sua misericórdia, dizendo: "Não sei se serei salvo, ou não." Por meio de uma fé viva precisamos apegar-nos a Sua promessa, pois Ele disse: "Ainda que os vossos pecados sejam como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve; ainda que sejam vermelhos como o carmesim, se tornarão como a lã." Isa 1:18.

Devemos ser testemunhas de Cristo, refletindo sobre outros a luz que o Senhor permite brilhar sobre nós. Devemos ser fiéis soldados, marchando sob o ensangüentado estandarte do Príncipe Emanuel. Signs of the Times, 4 de abril de 1892.


RP - Pag. 299 

Trocando de Vestimenta

Entrando, porém, o rei para ver os que estavam à mesa, notou ali um homem que não trazia veste nupcial, e perguntou-lhe: Amigo, como entraste aqui sem veste nupcial? E ele emudeceu. Mat. 22:11 e 12.

Rejeitai vossas próprias vestes e ponde a veste nupcial que Cristo preparou. Então podeis sentar-vos nos lugares celestiais com Cristo Jesus. Deus dá as boas-vindas a todos os que vão ter com Ele assim como estão, não se apoiando em sua própria justiça, não procurando justificar o próprio eu, não reivindicando méritos pelo que chamam de boas ações, nem se orgulhando de seu pretenso conhecimento. Enquanto tendes andado e trabalhado em mansidão e humildade de coração, tem sido efetuada uma obra em vosso favor - uma obra que só Deus pode fazer. "Deus é quem efetua em vós tanto o querer como o realizar, segundo a Sua boa vontade." Filip. 2:13. Essa boa vontade é ver-vos permanecendo em Cristo, descansando em Seu amor.

Não deveis deixar que coisa alguma prive a alma da paz, do descanso, da certeza de que sois aceitos agora mesmo. Apropriai-vos de toda promessa; são todas vossas, desde que concordeis com os termos prescritos. Total submissão do próprio eu, e aceitação dos caminhos de Cristo, eis o segredo do perfeito descanso em Seu amor.

Descanso permanente - quem o possui? Encontra-se tal descanso quando se abandona toda a justificação própria, todo raciocínio a partir de um conceito egoísta. Inteira entrega, a aceitação de Sua vontade, eis o segredo do perfeito descanso em Seu amor. Precisamos aprender Sua mansidão e humildade antes de experimentarmos o cumprimento da promessa: "Achareis descanso para a vossa alma." Mat. 11:29. É aprendendo os hábitos de Cristo que o próprio eu é transformado - tomando Seu jugo, e então dispondo-se a aprender.

Entregar a vida a Cristo significa muito mais do que muitos supõem. Deus requer uma entrega completa. Não podemos receber o Espírito Santo até que quebremos todo jugo que nos prende aos traços objetáveis de nosso caráter. São estes os grandes empecilhos para levar o jugo de Cristo e aprender dEle. Não há ninguém que não tenha muito a aprender. Todos precisam ser instruídos por Cristo. Review and Herald, 25 de abril de 1899.


RP - Pag. 300 

Entregando a Vontade

Porque Deus é quem efetua em vós tanto o querer como o realizar, segundo a Sua boa vontade. Filip. 2:13.

Cristo prometeu o dom do Espírito Santo a Sua igreja, e a promessa pertence a nós, da mesma maneira que aos primeiros discípulos. Mas, como todas as outras promessas, é dada sob condições. Muitos há que crêem e professam reclamar a promessa do Senhor; falam acerca de Cristo e acerca do Espírito Santo; contudo, não recebem benefício. Não entregam a alma para ser guiada e regida pelas forças divinas. Não podemos usar o Espírito Santo. Ele é que deve servir-Se de nós. Mediante o Espírito, Deus opera em Seu povo "tanto o querer como o realizar, segundo a Sua boa vontade". Filip. 2:13. Muitos, porém, não se submeterão a isto. Querem dirigir a si mesmos. É por isso que não recebem o celeste dom.

Unicamente aos que esperam humildemente em Deus, que estão atentos à Sua guia e graça, é concedido o Espírito. O poder de Deus aguarda que O peçam e O recebam. Esta prometida bênção, reclamada pela fé, traz após si todas as outras bênçãos. É concedida segundo as riquezas da graça de Cristo, e Ele está pronto a suprir toda alma segundo sua capacidade para receber.

Quando o Espírito de Deus toma posse do coração, transforma a vida. Os pensamentos pecaminosos são afastados, renunciadas as más ações; o amor, a humildade, a paz tomam o lugar da ira, da inveja e da contenda. A alegria substitui a tristeza, e o semblante reflete a alegria do Céu. Ninguém vê a mão que suspende o fardo, nem a luz que desce das cortes celestiais. A bênção vem quando, pela fé, a alma se entrega a Deus. Então aquele poder que olho algum pode discernir, cria um novo ser à imagem de Deus.

O Espírito Santo é o sopro da vida espiritual na alma. A comunicação do Espírito é a transmissão da vida de Cristo. [O Espírito] reveste o que O recebe com os atributos de Cristo. Review and Herald, 19 de novembro de 1908.


RP - Pag. 301 

Subjugando o Próprio Eu

Aconselho-te que de Mim compres ouro refinado pelo fogo para te enriqueceres, vestiduras brancas para te vestires, a fim de que não seja manifesta a vergonha da tua nudez, e colírio para ungires os olhos, a fim de que vejas. Apoc. 3:18.

Haverá nas igrejas uma admirável manifestação do poder de Deus, mas ele não influirá sobre os que não se humilharam perante o Senhor, abrindo a porta do coração por meio de confissão e arrependimento. Na manifestação daquele poder que ilumina a Terra com a glória de Deus, discernirão apenas algo que, em sua cegueira, consideram perigoso, algo que desperte seus temores, e se empenharão em resistir-lhe. Visto que o Senhor não age de acordo com seus conceitos e expectativas, opor-se-ão à obra. "Por que", dizem eles, "não conheceríamos o Espírito de Deus, se temos estado na obra há tantos anos?" Porque não atenderam às advertências e instâncias das mensagens de Deus, mas disseram persistentemente: "Estou rico e abastado e não preciso de coisa alguma." Apoc. 3:17.

Talento, longa experiência, não tornarão os homens condutos de luz, a menos que se coloquem sob os brilhantes raios do Sol da Justiça, e sejam chamados, e escolhidos, e preparados pela dotação do Espírito Santo. Quando os homens que lidam com coisas sagradas se humilharem sob a poderosa mão de Deus, o Senhor os exaltará. Ele os tornará homens de discernimento - homens que sejam ricos na graça de Seu Espírito. Seus traços de caráter impetuosos, egoístas, e sua obstinação, serão vistos à luz que dimana da Luz do mundo. "Brevemente a ti virei, e tirarei do seu lugar o teu castiçal, se não te arrependeres." Apoc. 2:5. Se buscardes o Senhor de todo o vosso coração, Ele será achado por vós.

O fim está próximo! Não temos um momento a perder! Do povo de Deus deve irradiar a luz, em raios claros e vívidos, apresentando Cristo às igrejas e ao mundo. Review and Herald, 23 de dezembro de 1890.


RP - Pag. 302 

Espírito Submisso

Para que, segundo a riqueza da Sua glória, vos conceda que sejais fortalecidos com poder, mediante o Seu Espírito no homem interior. Efés. 3:16.

O evangelho de Cristo faz progresso em todo instrumento humano que é consagrado ao serviço do Senhor. O Espírito Santo toma posse de todo aquele que tem espírito voluntário, não para que essa pessoa dirija o Espírito Santo, mas para que o Espírito Santo possa operar Seu milagre pela graça que é derramada sobre o instrumento humano. A bondade de Deus torna-se um poder atuante por meio de uma vida coerente, de ardente amor por Jesus, e de zelo inspirado pelo Céu. Os que estão em ligação com Jesus participarão de Seu amor enternecedor e manifestarão Sua transbordante simpatia pelas almas que estão cedendo às capciosas tentações de Satanás. Eles planejarão e estudarão, e exercerão tato, a fim de terem êxito em apresentar o abnegado amor de Cristo de tal modo que corações pecaminosos e impenitentes sejam atraídos para a lealdade a Jesus, que deu Sua vida por eles. ...

Não percais tempo; confessai a Cristo sem demora. É o Espírito Santo, o Consolador, o Espírito da verdade que testifica de Cristo. Jesus disse: "Recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis Minhas testemunhas tanto em Jerusalém, como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da Terra." Atos 1:8.

Entristecer o Espírito Santo, que quer tornar-vos uma testemunha de Cristo, é algo terrível. Não sabeis quando podeis estar entristecendo o Espírito pela última vez. O Espírito Santo não age no coração humano para compelir-vos a vos entregardes a Cristo, para obrigar-vos a submeter vossa consciência, mas fulgura nos recessos da mente de modo a convencer do pecado e atrair-vos para a justiça. Se não confessardes a Cristo agora, chegará o tempo em que, dominados pelo senso das grandes coisas que perdestes, fareis confissão. Por que, porém, não confessar a Cristo agora, enquanto a voz da misericórdia vos convida? Youth´s Instructor, 1º de agosto de 1895.


RP - Pag. 303 

Removendo Todo Empecilho

Rogo-vos, irmãos, pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que faleis todos a mesma coisa e que não haja entre vós divisões; antes, sejais inteiramente unidos, na mesma disposição mental e no mesmo parecer. I Cor. 1:10.

Todo o que ama a causa da verdade, deve orar pelo derramamento do Espírito. E o quanto estiver em nosso alcance, cumpre-nos remover todo obstáculo a Sua operação. O Espírito não poderá nunca ser derramado enquanto os membros da igreja nutrirem desarmonia e amargura uns contra os outros. Inveja, ciúmes, ruins suspeitas e maledicências, são coisas de Satanás, e barram eficazmente o caminho à operação do Espírito Santo.

Coisa alguma neste mundo é tão preciosa para Deus como Sua igreja. Coisa alguma é por Ele guardada com tão cioso cuidado. Coisa alguma ofende tanto ao Senhor como um ato que prejudique os que Lhe estão fazendo o serviço. Ele chamará a contas todos quantos ajudam Satanás em sua obra de criticar e desanimar.

Os que são destituídos de compaixão, ternura e amor, não podem fazer a obra de Cristo. Antes de se poder cumprir a profecia: O fraco será "como Davi", e a casa de Davi "como o anjo do Senhor" (Zac. 12:8), os filhos de Deus precisam afastar todo pensamento de suspeita com referência a seus irmãos. Os corações devem bater em uníssono. A beneficência cristã e o amor fraternal devem ser manifestados muito mais abundantemente. Soam aos meus ouvidos as palavras: "Uni-vos, uni-vos!" A solene, sagrada verdade para este tempo, deve unificar o povo de Deus. Importa que morra o desejo de preeminência. Todos os outros objetos de interesse devem ser absorvidos por um único - quem se assemelhará mais a Cristo no caráter? Quem esconderá mais completamente em Cristo o próprio eu?

"Nisto é glorificado Meu Pai", diz Cristo, "em que deis muito fruto." João 15:8. Se há um lugar em que os crentes devam dar muito fruto, é em nossas reuniões campais. Nessas reuniões são observados nossos atos, nossas palavras e o espírito que mostramos, e nossa influência é de tão vasto alcance como a eternidade. Testemunhos Seletos, vol. 2, pág. 381.


RP - Pag. 304 

Aceitando a Influência do Espírito

Tendo, pois, ó amados, tais promessas, purifiquemo-nos de toda impureza, tanto da carne como do espírito, aperfeiçoando a nossa santidade no temor de Deus. II Cor. 7:1.

O Senhor nos envia advertências, conselhos e repreensões para que tenhamos oportunidade de corrigir nossos erros antes que eles se tornem uma segunda natureza. Se, porém, recusamos ser corrigidos, Deus não interfere para neutralizar as tendências de nosso próprio procedimento. Ele não opera nenhum milagre para que a semente lançada não possa brotar e dar fruto. O homem que manifesta obstinada incredulidade ou estulta indiferença para com a verdade divina, apenas está colhendo aquilo que ele mesmo semeou. Essa tem sido a experiência de muitos. Eles ouvem com rígida indiferença as verdades que uma vez lhes comoveram a alma. Semearam negligência, indiferença e resistência à verdade; e tal é a messe que colhem.

A frieza do gelo, a dureza do ferro, a natureza impenetrável e não impressionável da pedra - tudo isso encontra sua parte correspondente no caráter de muitos cristãos professos. Foi assim que o Senhor endureceu o coração de Faraó. Deus falou ao rei egípcio pela boca de Moisés, dando-lhe as mais notáveis provas do poder divino; mas o monarca rejeitou obstinadamente a luz que o teria levado ao arrependimento. Deus não enviou um poder sobrenatural para endurecer o coração do rei rebelde; mas, à medida que Faraó resistia à verdade, o Espírito Santo foi-se retirando, e ele ficou entregue às trevas e incredulidade que escolhera.

Por meio de persistente rejeição da influência do Espírito, os homens separam-se de Deus. Ele não dispõe de um instrumento mais poderoso para iluminar-lhes a mente. Nenhuma revelação de Sua vontade pode atingi-los em sua incredulidade.

Quisera poder levar todo professo seguidor de Cristo a ver esta questão como é na realidade. Todos estamos semeando para a carne ou para o Espírito, e nossa colheita será de acordo com a semente que semeamos. Ao escolher nossos prazeres e ocupações, só devemos escolher o que é excelente. O que é frívolo, mundano, degradante, não deve ter permissão para controlar as afeições ou a vontade. Review and Herald, 20 de junho de 1882.


RP - Pag. 305 

Esperando Grandes Coisas

Ora, nós não temos recebido o espírito do mundo e sim o Espírito que vem de Deus, para que conheçamos o que por Deus nos foi dado gratuitamente. I Cor. 2:12.

Não é por motivo de qualquer restrição da parte de Deus que as riquezas de Sua graça não fluem para os homens. Seu dom é divino. Ele deu com uma liberalidade que os homens não apreciam por não gostarem de receber. Se todos estivessem dispostos a receber, todos seriam cheios do Espírito. Contentando-nos com bênçãos pequeninas, desqualificamo-nos para receber o Espírito em ... ilimitada plenitude. Com demasiada facilidade nos satisfazemos com ondulações superficiais, quando temos o privilégio de esperar a profunda comoção do Espírito de Deus. Esperando pouco, pouco recebemos.

Todos devem reconhecer a necessidade da operação do Espírito Santo. A menos que este Espírito, cuja obra é renovar e santificar o ser todo, seja recebido e acalentado como representante de Cristo, as momentosas verdades que foram confiadas aos seres humanos perderão seu poder sobre a mente. Não nos basta ter conhecimento da verdade. Devemos andar e trabalhar em amor, conformando nossa vontade com a vontade de Deus. Dos que isso fazem, diz o Senhor: "Na sua mente imprimirei as Minhas leis, também sobre os seus corações as inscreverei." Heb. 8:10. Deus é o poderosíssimo agente nesta obra de transformação. Ele inscreve Sua lei no coração por meio do Espírito Santo.

Assim se renova a divina relação entre Deus e o homem. "Eu lhes serei por Deus", diz Ele, "e eles Me serão por povo." (Êxo. 6:7; Jer. 31:33.) "Não há atributo de Minha natureza que Eu não dê livremente, a fim de que o homem revele a Minha imagem." Quando permitimos que Deus efetue Sua vontade em nós, não havemos de acolher nenhum pecado. Toda a escória será consumida na fornalha purificadora.

Quando o Espírito Santo desceu no dia de Pentecostes, foi como um vento veemente e impetuoso. [O Espírito] não foi concedido em medida limitada, pois ocupou todo o lugar em que os discípulos estavam assentados. Assim ser-nos-á concedido quando nosso coração estiver preparado para recebê-Lo. Review and Herald, 10 de junho de 1902.


RP - Pag. 306 

Pedindo Sua Bênção

Não fará Deus justiça aos Seus escolhidos, que a Ele clamam dia e noite, embora pareça demorado em defendê-los? Luc. 18:7.

Podemos por muito tempo ter seguido no caminho estreito, mas não é seguro tomar isso como prova de que o seguiremos até ao fim. Se com Deus temos andado na comunhão do Espírito, é porque O procuramos diariamente pela fé. Das duas oliveiras é-nos comunicado o áureo azeite que flui pelos tubos de ouro. Mas os que não cultivam o espírito e o hábito de oração não podem esperar receber o áureo azeite da bondade, paciência, longanimidade, delicadeza e amor.

Deve cada um conservar-se separado do mundo, que está cheio de iniqüidade. Não devemos andar com Deus por algum tempo e depois separar-nos de Sua companhia, e andar nas centelhas que nós mesmos acendemos. Deve haver firme continuação, perseverança nos atos de fé. Devemos louvar a Deus; demonstrar Sua glória num caráter justo. Nenhum de nós alcançará a vitória sem que haja perseverante e incansável esforço, proporcional ao valor do objetivo que procuramos: a vida eterna.

A dispensação em que vivemos deve ser, para os que pedem, a dispensação do Espírito Santo. Pedi-Lhe a bênção. É tempo de sermos mais dedicados em nossa devoção. É-nos confiado o trabalho árduo, mas feliz e glorioso, de revelar Cristo aos que se acham em trevas. Somos chamados para proclamar as verdades especiais para este tempo. Para tudo isto, é essencial o derramamento do Espírito Santo. Devemos orar pelo [Espírito]. O Senhor espera que Lho peçamos. Ainda não empreendemos essa tarefa de todo o coração.

Que posso dizer a meus irmãos em nome do Senhor? Que medida de nossos esforços foi feita de acordo com a luz que ao Senhor aprouve dar? Não podemos depender da forma ou do maquinismo externo. O que precisamos é da vivificadora influência do Santo Espírito de Deus. "Não por força nem por poder, mas pelo Meu Espírito, diz o Senhor dos Exércitos." Zac. 4:6. Orai sem cessar, e vigiai, trabalhando de conformidade com vossas orações. Ao orar, crede, confiai em Deus. Estamos no tempo da chuva serôdia, tempo em que o Senhor outorgará liberalmente o Seu Espírito. Sede fervorosos em oração, e vigiai no Espírito. Review and Herald, 2 de março de 1897.


RP - Pag. 307 

Confiando em Sua Promessa

Acheguemo-nos, portanto, confiadamente, junto ao trono da graça, a fim de recebermos misericórdia e acharmos graça para socorro em ocasião oportuna. Heb. 4:16.

O Senhor não deixa que Seus filhos aflitos, provados, sejam joguetes das tentações de Satanás. Pertence-vos o privilégio de confiar em Jesus. Os Céus estão cheios de ricas bênçãos, e temos o privilégio de ter em nós a alegria de Cristo, para que nosso gozo seja completo. Não temos, porque não pedimos, ou porque não oramos com fé, crendo que seremos abençoados com a influência especial do Espírito Santo. Ao que deveras busca por meio da mediação de Cristo, são comunicadas as benignas influências do Espírito Santo, para que o recebedor possa transmitir o conhecimento da verdade que salva.

Por que não cremos no claro "Assim diz o Senhor"? Não deixeis de orar em circunstância alguma. O espírito pode estar pronto, mas a carne é fraca, e Jesus conhece tudo a esse respeito. Em vossa fraqueza, não deveis ficar ansiosos, pois ansiedade quer dizer dúvida e falta de confiança. Simplesmente deveis crer que Cristo pode salvar totalmente os que por Ele se chegam a Deus, vivendo sempre para fazer intercessão por nós.

Que compreende a intercessão? É a áurea cadeia que liga o homem finito ao trono do infinito Deus. O ser humano para cuja salvação Cristo morreu importuna o trono de Deus, e sua petição é levada por Jesus, que o comprou com o próprio sangue. Nosso grande Sumo Sacerdote coloca Sua justiça do lado do suplicante sincero, e a oração de Cristo mistura-se com a do suplicante humano.

Cristo recomendou a Seu povo que orasse sem cessar. Isto não quer dizer que estejamos sempre de joelhos; e, sim, que a oração deve ser como a respiração da alma. Nossas silenciosas petições, onde quer que estejamos, devem estar ascendendo a Deus, e Jesus, nosso Advogado, intercede por nós, elevando com o incenso de Sua justiça os nossos pedidos ao Pai.

O Senhor Jesus ama Seu povo, e quando eles põem nEle a confiança, dEle dependendo inteiramente, fortalece-os. Viverá por meio deles, dando-lhes a inspiração de Seu Espírito santificador, comunicando à alma uma transfusão vital de Si mesmo. Sabbath School Worker, 1º de fevereiro de 1896.


RP - Pag. 308 

Ligação Permanente

Disse-lhes Jesus uma parábola sobre o dever de orar sempre e nunca esmorecer. Luc. 18:1.

Em nenhum ponto de nossa experiência podemos nós dispensar a assistência daquilo que nos habilita a fazer justamente o começo. As bênçãos recebidas sob a chuva temporã, são-nos necessárias até ao fim. No entanto, só isso não nos basta. Embora acalentemos as bênçãos da primeira chuva, não devemos, por outro lado, perder de vista o fato de que sem a chuva serôdia, para encher a espiga e amadurecer o grão, a colheita não estará pronta para a ceifa, e o trabalho do semeador terá sido em vão. Necessita-se da graça divina no começo, da graça divina em cada passo de avanço; só a graça divina pode completar a obra.

Não há lugar para descansarmos em descuidada atitude. Nunca devemos esquecer as advertências de Cristo: "Vigiai em oração." "Vigiai, pois, a todo tempo, orando." Luc. 21:36. A ligação a cada momento com o Agente divino é essencial ao nosso progresso. Podemos ter tido uma medida do Espírito de Deus, mas tanto pela oração como pela fé devemos buscar continuamente mais do Espírito. Nunca dá resultado cessarmos os nossos esforços. Se não progredirmos, se não nos colocarmos na atitude em que tanto possamos receber a chuva temporã como a serôdia, perderemos nossa alma e a responsabilidade jazerá à nossa porta.

"Pedi ao Senhor chuva no tempo das chuvas serôdias." Zac. 10:1. Não fiqueis satisfeitos, pensando que no curso habitual da estação a chuva cairá. Pedi-a. O crescimento e a perfeição da semente não recaem sobre o lavrador. Só Deus pode amadurecer a colheita. Mas se exige a cooperação do homem. A obra de Deus por nós exige a ação de nossa mente, o exercício de nossa fé. Se queremos receber os chuveiros da graça, devemos buscar-Lhe os favores de todo o coração.

Devemos aproveitar toda oportunidade de nos colocarmos no conduto da bênção. Cristo disse: "Onde estiverem dois ou três reunidos em Meu nome, ali estou no meio deles." Mat. 18:20. As convocações da igreja, como nas reuniões campais, as assembléias da igreja local, e todas as ocasiões em que há trabalho pessoal em favor das almas, são oportunidades determinadas por Deus para dar tanto a chuva temporã como a serôdia. Review and Herald, 2 de março de 1897.


RP - Pag. 309 

Verdadeiro Apreço

Tendo eles orado, tremeu o lugar onde estavam reunidos; todos ficaram cheios do Espírito Santo e, com intrepidez, anunciavam a palavra de Deus. Atos 4:31.

O derramamento do Espírito nos dias dos apóstolos foi a "chuva temporã", e glorioso foi o resultado. A chuva serôdia, porém, será mais abundante. Qual é a promessa para os que vivem nos derradeiros dias? "Voltai à fortaleza, ó presos de esperança; também, hoje, vos anuncio que tudo vos restituirei em dobro." Zac. 9:12. "Pedi ao Senhor chuva no tempo das chuvas serôdias, ao Senhor, que faz as nuvens de chuva, dá aos homens aguaceiro e a cada um, erva no campo." Zac. 10:1.

Cristo declarou que a divina influência do Espírito deveria estar com Seus seguidores até ao fim. Mas esta promessa não é devidamente apreciada; e portanto também não a vemos cumprir-se na medida em que a poderíamos ver. Pode-se possuir erudição, talento, eloqüência, ou qualquer dom natural ou adquirido; mas, sem a presença do Espírito de Deus, nenhum coração será tocado, pecador algum ganho para Cristo. Quando Seus discípulos estão ligados a Cristo, quando os dons do Espírito lhes pertencem, até o mais pobre e ignorante deles terá um poder que influenciará corações. Deus os faz condutos para a dimanação da mais elevada influência no Universo.

Como a dotação divina - o poder do Espírito Santo - foi concedida aos discípulos, assim ela será concedida hoje a todos os que a buscarem corretamente. Só este poder pode tornar-nos sábios para a salvação e habilitar-nos para as cortes celestiais. Cristo quer dar-nos uma bênção que nos torne santos. Ele declara: "Tenho-vos dito estas coisas para que o Meu gozo esteja em vós, e o vosso gozo seja completo." João 15:11. A alegria no Espírito Santo comunica saúde e vida. Ao dar-nos Seu Espírito, Deus nos dá a Si mesmo - uma fonte de influências divinas, para conceder saúde e vida ao mundo. Signs of the Times, 15 de março de 1910.


RP - Pag. 310 

Mais Pregações

Disto também falamos, não em palavras ensinadas pela sabedoria humana, mas ensinadas pelo Espírito, conferindo coisas espirituais com espirituais. I Cor. 2:13.

Justamente antes de deixar os discípulos e ir para as cortes celestiais, Jesus os animou com a promessa do Espírito Santo. Essa promessa tanto pertence a nós como pertenceu a eles; no entanto, quão raramente é apresentada ao povo e pregada a sua recepção na igreja!

Em conseqüência desse silêncio sobre este tema da maior importância, sobre que promessa nós menos sabemos através de seu cumprimento prático do que essa rica promessa do dom do Espírito Santo, pelo qual deve ser concedida eficiência a todo o nosso trabalho espiritual? A promessa do Espírito Santo é ocasionalmente apresentada em nossas palestras, incidentalmente nela se toca e isso é tudo. Temos demorado sobre as profecias, doutrinas têm sido expostas; mas o que é essencial à igreja a fim de que possa crescer em força e eficiência espirituais, para que a pregação possa levar consigo convicção, e almas serem convertidas a Deus, tem sido grandemente deixado fora do esforço ministerial.

Esse assunto tem sido posto de lado como se algum tempo no futuro fosse dedicado à sua consideração. Outras bênçãos e privilégios têm sido apresentados ao povo até se despertar na igreja o desejo de alcançar a prometida bênção de Deus; mas a impressão quanto ao Espírito Santo tem sido a de que esse dom não é para a igreja agora, mas a de que algum tempo no futuro será necessário à igreja recebê-lo.

Essa bênção prometida, se reclamada pela fé, traria todas as outras bênçãos em sua esteira, e deve ser dada liberalmente ao povo de Deus. Pelas astutas ciladas do inimigo parece a mente do povo de Deus ser incapaz de compreender e apropriar-se das promessas de Deus. ... Uma colheita de alegrias será feita pelos que semeiam a santa semente da verdade. "Aquele que leva a preciosa semente, andando e chorando, voltará sem dúvida com alegria, trazendo consigo os seus molhos." Sal. 126:6. Testemunhos Para Ministros, págs. 174 e 175.


RP - Pag. 311 

Mais Dedicação

Manifesta se tornará a obra de cada um; pois o dia a demonstrará, porque está sendo revelada pelo fogo; e qual seja a obra de cada um o próprio fogo o provará. I Cor. 3:13.

O fim de todas as coisas está próximo. Deus está impressionando toda mente suscetível de receber as impressões de Seu Espírito Santo. Ele está enviando mensageiros que possam dar a advertência em cada localidade. Deus está provando o devotamento de Suas igrejas e sua disposição para obedecerem à orientação do Espírito. O conhecimento precisa ser aumentado. Os mensageiros do Céu devem ser vistos correndo de uma parte para outra, buscando por todos os meios possíveis advertir o povo dos juízos vindouros e apresentar as boas novas de salvação por nosso Senhor Jesus Cristo. A norma da justiça deve ser exaltada.

O Espírito de Deus está impressionando o coração dos homens, e os que são sensíveis a Sua influência tornar-se-ão luzes no mundo. Em toda parte, eles são vistos saindo para comunicar a outros a luz que receberam, como sucedeu após a descida do Espírito Santo no dia de Pentecostes. E ao deixarem sua luz brilhar, recebem mais e mais do poder do Espírito. A Terra é iluminada com a glória de Deus.

Mas, oh! que cena deplorável! Aqueles que não se submetem à influência do Espírito Santo logo perdem as bênçãos recebidas quando reconheceram que a verdade procedia do Céu. Eles caem numa fria formalidade sem vida; perdem o interesse pelas almas que perecem: eles abandonaram seu "primeiro amor". E Cristo lhes diz: "Lembra-te, pois, de onde caíste, arrepende-te e volta à prática das primeiras obras; e, se não, venho a ti e moverei do seu lugar o teu candeeiro, caso não te arrependas." Apoc. 2:5. Ele retirará Seu Espírito Santo da igreja, e O dará a outros que O apreciem.

Não há maior evidência de que os que receberam grande luz não apreciam essa luz, do que é dada por sua recusa de deixar brilhar a luz sobre aqueles que jazem em trevas, e dedicando seu tempo e energias à celebração de formas e cerimônias. Review and Herald, 16 de julho de 1895.


RP - Pag. 312 

Membros Mais Consagrados

Diariamente perseveravam unânimes no templo, partiam pão de casa em casa e tomavam as suas refeições com alegria e singeleza de coração, louvando a Deus e contando com a simpatia de todo o povo. Enquanto isso, acrescentava-lhes o Senhor, dia a dia, os que iam sendo salvos. Atos 2:46 e 47.

Toda alma verdadeiramente convertida sentirá intenso desejo de conduzir outros, das trevas do erro para a maravilhosa luz da justiça de Jesus Cristo. O grande derramamento do Espírito de Deus, que ilumina o mundo inteiro com a Sua glória, não se dará sem que tenhamos um povo esclarecido, que saiba por experiência própria o que significa ser colaborador de Deus. Quando nossa consagração ao serviço de Cristo for completa e de todo o coração, Deus reconhecerá esse fato mediante um derramamento, sem medida, de Seu Espírito; mas isso não ocorrerá enquanto a maior parte dos membros da igreja não forem cooperadores de Deus. Ele não pode conceder o Seu Espírito quando o egoísmo e a condescendência pessoal são manifestados; quando prevalece o espírito que, se transformado em palavras, corresponda às palavras de Caim: "Sou eu guardador do meu irmão?" Gên. 4:9.

Se a verdade para este tempo, se os sinais que se avolumam em toda parte, testificando que o fim de todas as coisas está próximo, não são suficientes para despertar a energia adormecida dos que professam conhecer a verdade, então trevas proporcionais à luz que esteve brilhando acometerão essas almas. Não haverá nem a sombra de uma desculpa para sua indiferença, que eles possam apresentar a Deus no grande dia do final ajuste de contas. Não poderá ser apresentada nenhuma razão para não terem vivido, andado e trabalhado à luz da sagrada verdade da Palavra de Deus, revelando assim para um mundo obscurecido pelo pecado, por sua conduta, simpatia e zelo, que o poder e a realidade do evangelho não podiam ser contestados.

Não são apenas os pastores, mas também os membros, que não estão contribuindo com tudo o que podem para persuadir os homens, por preceito e exemplo, a aceitarem a graça de Cristo que traz salvação. Com habilidade e tato, com sabedoria recebida do alto, eles devem persuadir as pessoas a contemplarem o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo. Review and Herald, 21 de julho de 1896.


RP - Pag. 313 

Mais Caridade

Então, clamarás, e o Senhor te responderá; gritarás por socorro, e Ele dirá: Eis-Me aqui. Se tirares do meio de ti o jugo, o dedo que ameaça, o falar injurioso; se abrires a tua alma ao faminto e fartares a alma aflita, então, a tua luz nascerá nas trevas, e a tua escuridão será como o meio-dia. Isa. 58:9 e 10.

Todos os que afirmam guardar os mandamentos de Deus olhem bem para esta questão, e vejam se não há razões por que eles não têm mais do derramamento do Espírito Santo. Quantos têm alteado a alma com vaidade! Eles se consideram exaltados no favor de Deus, mas negligenciam os necessitados, fazem ouvidos moucos aos clamores dos oprimidos e proferem palavras ferinas e contundentes aos que necessitam de um tratamento completamente diferente. Assim eles ofendem diariamente a Deus por sua dureza de coração. Essas pessoas aflitas têm direito à simpatia e ao interesse de seus semelhantes. Têm o direito de esperar auxílio, conforto e amor semelhante ao de Cristo. Mas não é o que recebem.

Todo desprezo dos sofredores de Deus é registrado nos livros do Céu como se fosse demonstrado à própria pessoa de Cristo. Cada membro da igreja deve examinar minuciosamente o coração, e investigar seu procedimento, para ver se estão em harmonia com o Espírito e a obra de Jesus; do contrário, o que ele poderá declarar quando comparecer perante o Juiz de toda a Terra? Será que o Senhor poderá dizer-lhe: "Vinde, benditos de Meu Pai! Entrai na posse do reino que vos está preparado desde a fundação do mundo"? Mat. 25:34.

Cristo identificou Seu interesse com o da humanidade sofredora; e enquanto Ele for negligenciado na pessoa de Seus aflitos, todos os nossos ajuntamentos, todas as nossas reuniões designadas, todo o mecanismo que é posto em funcionamento para o avanço da causa de Deus, será de pouco proveito. "Devíeis, porém, fazer estas coisas, sem omitir aquelas." Luc. 11:42. "Pesado foste na balança e achado em falta." Dan. 5:27.

Todos os que hão de ser santos no Céu, primeiro serão santos na Terra. Não seguirão as faíscas que eles mesmos acenderam, não trabalharão para receber aplausos, não falarão palavras injuriosas, nem estenderão o dedo para condenar e oprimir; mas seguirão a Luz da Vida, difundindo luz, conforto, esperança e ânimo aos que necessitam de ajuda, e não de censuras e acusações. Review and Herald, 4 de agosto de 1891.


RP - Pag. 314 

Orar com Mais Fervor

Conhecemos, ó Senhor, a nossa maldade e a iniqüidade de nossos pais; porque temos pecado contra Ti. Não nos rejeites, por amor do Teu nome; não cubras de opróbrio o trono da Tua glória; lembra-Te e não anules a Tua aliança conosco. Jer. 14:20 e 21.

Ascendam nossas orações a Deus por Sua graça que converte e transforma. Em cada igreja devem ser realizadas reuniões para solene oração e diligente investigação da Palavra, para saber que é verdade. Tomai as promessas de Deus, e solicitai-Lhe, com viva fé, o derramamento de Seu Espírito Santo. Quando o Espírito Santo for derramado sobre nós, será extraído tutano e gordura da Palavra de Deus. ...

Quando as igrejas se tornarem igrejas vivas e atuantes, o Espírito Santo será concedido em resposta ao seu sincero pedido. Então, a verdade da Palavra de Deus será considerada com novo interesse, e examinada como se fosse uma revelação direta das cortes celestiais. Toda declaração inspirada acerca de Cristo impressionará o íntimo da alma dos que O amam. A inveja, o ciúme e as ruins suspeitas desaparecerão. A Bíblia será considerada como Carta Magna do Céu. Seu estudo absorverá a mente, e suas verdades serão um deleite para a alma. As promessas de Deus, agora repetidas como se a alma nunca houvesse provado Seu amor, então fulgirão sobre o altar do coração, caindo em palavras ardentes dos lábios dos mensageiros de Deus. Eles pleitearão, portanto, com as almas com uma sinceridade que não poderá ser repelida. Então, as janelas do Céu se abrirão para os aguaceiros da chuva serôdia. Os seguidores de Cristo estarão unidos em amor.

A única maneira pela qual a verdade pode ser apresentada ao mundo, em seu caráter puro e santo, consiste em que aqueles que afirmam crer nela sejam expoentes de seu poder. A Bíblia requer que os filhos e as filhas de Deus permaneçam sobre uma plataforma elevada; pois Deus quer que representem a Cristo para o mundo. Ao representarem a Cristo, eles representam o Pai. A unidade dos crentes demonstra sua unidade com Cristo, e esta unidade é requerida pela luz acumulada que agora incide sobre o caminho dos filhos de Deus. Review and Herald, 25 de fevereiro de 1890.


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Uma Oração em Favor do Povo de Deus

Ó Senhor, ouve; ó Senhor, perdoa; ó Senhor, atende-nos e age; não Te retardes, por amor de Ti mesmo, ó Deus meu; porque a Tua cidade e o Teu povo são chamados pelo Teu nome. Dan. 9:19.

Pai celestial, Tu disseste: "Pedi, e dar-se-vos-á; buscai e achareis; batei, e abrir-se-vos-á." Mat. 7:7. Pai celestial, necessitamos de Teu Espírito Santo. Não queremos dirigir-nos a nós mesmos; só ao trabalhar em união com Deus. Queremos estar numa posição em que o Santo Espírito de Deus esteja sobre nós com Seu poder vivificante e santificador. Manifesta-Te a nós nesta manhã! Remove toda névoa e toda nuvem escura!

Nós nos achegamos a Ti, nosso compassivo Redentor; e Te rogamos, por amor de Cristo - por amor de Teu próprio Filho, Meu Pai, que manifestes Teu poder a Teu povo aqui. Precisamos de sabedoria; precisamos da verdade; precisamos que o Espírito Santo esteja conosco.

Tu nos apresentaste uma grande obra que tem de ser levada avante em favor dos que estão na verdade, bem como em favor dos que não conhecem nossa fé; e, ó Senhor, já que deste a cada um a sua obra, suplicamos-Te que o Espírito Santo impressione a mente humana quanto ao encargo que recairá sobre cada alma individual, de acordo com a Tua designação. Precisamos ser provados; precisamos ser santificados completamente, precisamos ser habilitados para o trabalho; e aqui, aqui mesmo, nesta assembléia da Associação Geral, precisamos ver uma revelação do Santo Espírito de Deus. Precisamos de luz, Senhor - Tu és a Luz. Precisamos da verdade, Senhor - Tu és a Verdade. Precisamos do caminho certo - Tu és o Caminho.

Senhor, suplico-Te que todos nós sejamos suficientemente sábios para discernir que individualmente temos de abrir o coração a Jesus Cristo, de modo que, por meio do Espírito Santo, Ele possa entrar para moldar-nos e afeiçoar-nos de novo, segundo a Imagem divina. Oh! meu Pai, meu Pai! abranda e enternece nosso coração! General Conference Bulletin, 2 de abril de 1903.....



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