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Monitor da Violência: assassinatos de mulheres caem 12% no primeiro semestre em Minas

Monitor da Violência: assassinatos de mulheres caem 12% no primeiro semestre em Minas

Publicado em | 16 Set 2020

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Levando em conta somente os feminicídios, redução foi de 10%. Cartazes pedem fim da violência contra a mulher e combate ao feminicídio. Raquel Freitas / G1 Minas Crimes relacionados à violência contra a mulher apresentaram queda no primeiro semestre em Minas Gerais. Houve redução nos registros de homicídio, feminicídio, lesão corporal no contexto de violência doméstica e estupro. É o que mostra um levantamento exclusivo feito pelo G1 com base nos dados oficiais dos 26 estados e do Distrito Federal. Assassinatos de mulheres sobem no 1º semestre no Brasil Mulheres negras são as principais vítimas de homicídios no país Nos primeiros seis meses de 2020, 124 mulheres foram mortas de forma violenta em Minas Gerais, o que representa uma queda de 12% em comparação com o mesmo período do ano passado, quando 141 mulheres foram vítimas de homicídio. Levando em conta apenas os crimes de feminicídio, quando as mulheres são mortas pelo simples fato de serem mulheres, a queda foi de 10%. De janeiro a junho deste ano, foram 61 vítimas. Já na primeira metade do ano passado, o feminicídio vitimou 68 mulheres no estado. Violência contra a mulher em Minas Já os casos de lesão corporal no contexto de violência doméstica caíram 6%, e os estupros e estupros de vulneráveis tiveram uma queda de 36% e 26%, respectivamente. O levantamento faz parte do Monitor da Violência, uma parceria do G1 com o Núcleo de Estudos da Violência da USP e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Dificuldade para denunciar De acordo com o professor Bráulio Figueiredo Alves da Silva, do Departamento de Sociologia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e pesquisador Centro de Estudos de Criminalidade e Segurança Pública (Crisp), no geral, há de fato uma tendência de redução de indicadores de criminalidade que estão sendo monitorados no estado. Mas, no contexto de violência contra a mulher, pode haver situações em que as vítimas tenham dificuldade em decidir denunciar. “Pode acontecer que, em alguns casos específicos, as pessoas podem estar deixando de notificar, sobretudo, em casos como violência doméstica, em que autor e vítimas são pessoas muito próximas. Esse tipo de violência acontece dentro de casa, dentro do lar, o que dificultar ainda mais a tomada de decisão de denunciar”, pondera. Entretanto, ele reforça a importância de procurar autoridades policiais nesses casos para que as agressões não voltem a se repetir. A delegada Juliana Califf também acredita que os números relativos à violência doméstica sejam maiores do que os registros oficiais e que a situação que pode ter sido acentuada na pandemia. “Na verdade, talvez o medo da mulher de denunciar, talvez por não ter onde ir [se sair de casa], inibe elas de procurar a delegacia e registrar o boletim de ocorrência”, afirma. Brasil O Brasil teve um aumento de 2% no número de mulheres assassinadas no primeiro semestre deste ano em comparação com o mesmo período do ano passado. Selo home Monitor da violência mulheres Wagner Magalhães/Arte G1 Nos primeiros seis meses de 2020, 1.890 mulheres foram mortas de forma violenta em plena pandemia do novo coronavírus – um aumento de 2% em relação ao mesmo período de 2019. O número de feminicídios também teve uma leve alta. Houve 631 crimes de ódio motivados pela condição de gênero. Já os casos de lesão corporal no contexto de violência doméstica caíram 11%, e os estupros e estupros de vulneráveis tiveram uma queda de 21% e 20%, respectivamente. Veja mais vídeos do Monitor da Violência:


Fonte: G1 > Rio de Janeiro
https://g1.globo.com/mg/minas-gerais/noticia/2020/09/16/monitor-da-violencia-assassinatos-de-mulheres-caem-12percent-no-primeiro-semestre-em-minas.ghtml


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