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'Coronavírus chegou na periferia. Precisávamos de mais tempo para preparar leitos', diz secretário da Saúde de SP

'Coronavírus chegou na periferia. Precisávamos de mais tempo para preparar leitos', diz secretário da Saúde de SP

Publicado em | 09 Abr 2020

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Edson Aparecido prevê agravamento da situação do sistema público de saúde municipal em uma semana ou dez dias, caso a contaminação continue avançando no atual ritmo na cidade. Secretário municipal de Saúde de São Paulo fala sobre enfrentamento do coronavírus O secretário municipal de Saúde de São Paulo, Edson Aparecido, afirmou nesta quinta-feira (9) que o coronavírus “chegou definitivamente à periferia da cidade” e que os leitos extra de UTI criados pela prefeitura podem não dar conta do fluxo de pacientes. “O prefeito nos autorizou a criar 439 leitos extras de UTI na primeira etapa e já estamos com 292 desses leitos ocupados. Você viu uma foto hoje de uma fila de ambulâncias chegando no hospital de Parelheiros. A Covid-19 chegou definitivamente na periferia da cidade. Por isso a importância das pessoas continuarem nesse processo de isolamento”, afirmou o secretário em entrevista à GloboNews. Fila de ambulâncias se forma no Hospital de Parelheiros, na Zona Sul de São Paulo, nesta quita (9), transportando pacientes com suspeita de Covid-19. Acervo Pessoal De acordo com o secretário, vários pacientes estão dando entrada nos hospitais públicos municipais da periferia da capital e no mesmo dia já estão sendo encaminhados para as unidades de tratamento intensivo (UTIs), devido ao agravamento rápido do quadro de saúde. “Esse processo de contaminação é extremamente rápido. Os relatos que a gente tem de diretores de hospital que conversamos todos os dias é que as pessoas chegam andando no hospital, com falta de ar, e no final da tarde estão entubadas, dentro de uma UTI. Nós estamos com os nossos hospitais com o processo de ocupação bastante grande”, disse. Edson Aparecido prevê um colapso do sistema público de saúde municipal em uma semana ou, no máximo, dez dias, caso o avanço da contaminação não caia na capital paulista, que é a cidade com o maior número de casos registrados do coronavírus no país. “[A situação] é grave. A população precisa estar atenta, seguir as determinações que o poder público tem estabelecido e não circular. Porque, realmente, nós precisaríamos de mais tempo para preparar o sistema público de saúde, as UTIs, os hospitais de média complexidade, os hospitais de campanha, vamos ter a situação muito agravada em uma semana ou dez dias”, afirma. A principal preocupação do secretário municipal de saúde é com a desistência dos paulistanos do isolamento social, que caiu nesta quinta-feira para o menor nível (49%) desde o inícios das medidas de restrição em São Paulo, determinadas pelo prefeito Bruno Covas e pelo governador João Doria. As autoridades de saúde estimam que o valor deveria ser de pelo menos 70% para conter o avanço da doença. Se o índice de isolamento na capital não subir, o secretário prevê que o sistema de saúde da cidade não vai dar conta de atender os pacientes, sobretudo os das regiões mais distantes da cidade. “Não se pode brincar com o coronavírus. Ele mata e está chegando nos locais mais distantes da periferia. Nós estamos num processo muito rápido de instalação de leitos de UTI, que não estão dando conta de atender a população, sobretudo de algumas regiões distantes da cidade”, declarou o secretário. O secretário estadual de Saúde, José Henrique Germann, durante coletiva de imprensa no Palácio dos Bandeirantes nesta quinta-feira (9) Reprodução/YouTube Testes represados O secretário estadual de Saúde de São Paulo, José Henrique Germann, disse nesta quinta-feira (9) que os laboratórios do estado têm a capacidade de processar 1.900 resultados de testes para detectar Covid-19 por dia, mas recebem diariamente mais de 1.300 novos testes. Até esta terça-feira (7), o Governo do Estado contabilizava 17 mil testes represados na fila. “Devemos chegar na semana que vem a 5 mil testes [processados por dia], e 8 mil até o final [do mês] ou perto do dia 27 de abril”, afirmou o secretário durante coletiva de imprensa no Palácio dos Bandeirantes, Zona Sul de São Paulo. No dia 30 de março, governo estadual havia dito que a ampliação da capacidade para processamento diário de 10 mil testes seria alcançada até meados de abril. A rede de testagem, coordenada por Dimas Covas, do Instituto Butantan, é constituída por Adolfo Lutz, suas regionais, hospitais universitários e serviços da rede privada. SP registra mais de mil casos de coronavírus em 24h e chega a 428 mortes e 6.708 confirmações O atraso, segundo Germann, se deve à demora da importação de kits de matéria-prima para realização de testes. “Fizemos uma compra de 1,3 milhão de kits da Coreia [do Sul] para fazer esse processamento. Estamos esperando para segunda-feira (13) a entrega 750 mil kits para a realização de testes. Isso coloca tanto o Lutz quanto os universitários em situação de estoque de kits para realização de exames normal e aí poderemos acelerar esse processo”, afirmou. O kit tem duas partes, uma para a própria realização do exame e outra para o preparo do exame. 9 mil testes em 10 dias Na terça-feira (7), o governo do estado anunciou que a Plataforma de Laboratórios para diagnóstico do novo coronavírus de São Paulo irá analisar em dez dias 9 mil dos 17 mil testes de coronavírus represados na fila. O montante faz parte do grupo considerado prioritário: pacientes graves, internados, e profissionais de saúde. Segundo o Instituto Butantan, responsável pela coordenação dos trabalhos, as amostras presentes no Instituto Adolfo Lutz começam a ser distribuídas pela plataforma nesta terça-feira (7). Instituições como Albert Einstein, Fleury, além das regionais do Adolfo Lutz no interior e laboratórios universitários, receberão as amostras para que a situação atual de represamento - que hoje é de 9 mil, dentro dos critérios prioritários - seja solucionada no período de até 10 dias. O Butantan também afirma que negocia o envio de 44 mil kits de testes da Fiocruz para agilizar a realização dos exames. A organização dos trabalhos já tinha sido anunciada pelo coordenador da Rede, Dimas Tadeu Covas. A expectativa é a de que após a conclusão dessa primeira etapa, a rede seja capaz de analisar os testes em até 48 horas. Initial plugin text


Fonte: G1 > Rio de Janeiro
https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2020/04/09/coronavirus-chegou-na-periferia-precisavamos-de-mais-tempo-para-preparar-leitos-diz-secretario-da-saude-de-sp.ghtml


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